13.6.11

Dia 2...Marraquexe

2º dia, finalmente conhecer Marraquexe, dia de tour o mais turístico possível, para conhecer os ex-libris da cidade.

Começamos pelo Palácio da Bahia. Palácio de um vizir do século XIX, que tinha 4 mulheres e 24 concubinas e tinha de albergar todas elas e os filhos. Não está mobilado mas é interessante em termos arquitectónicos. Especial destaque, por isso, para os tectos, portas e janelas trabalhadas. Custo da entrada: 10DH (+/-1€)
Palácio Bahia
um dos tectos - Palácio Bahia
Perto existe outro palácio, o El-Badi. Depois de ganhar uma batalha aos portugueses, o rei Almanzor resolveu construir este palácio, em 1578, com imensa grandeza e os melhores e mais luxuosos materiais da época.  Tinha cerca de 360 quartos...só para termos uma ideia. Agora encontra-se em ruínas mas dá para perceber a sua dimensão e imaginar como seria. Entrada 10dh (+/-1€)
Estes e outros momentos não têm visitas guiadas mas perto há muitos marroquinos que anseiam fazer de guias, apesar de nos chatearem, nem quis saber o preço.

Palácio El-Badi 

Estes e outros momentos não têm visitas guiadas mas perto há muitos marroquinos que anseiam fazer de guias, apesar de nos chatearem, nem quis saber o preço.

Um dos monumentos que mais gostei, foram as Tumbas Saadis.  Testemunho da dinastia saadi e da sua história, cheia de assassinatos e traições. Aqui estão depositados os restos mortais desta família, construídos no séc. XVI.  O mausoléu principal é composto por ter salas, com colunas de mármore, portas em cedro com versículos do Al-corão, tectos trabalhados e paredes esculpidas. Achei muito bonito...
Entrada: 10dh (1€)

Tumbas Saadis

Dado que era 6ªfeira, dia sagrado dos muçulmanos, e cerca das 14h, hora da oração principal, todos se encaminhavam para as mesquitas. A mais conhecida, e símbolo da cidade, é a Kutubia. É proibida a entrada a não muçulmanos mas, como tem várias portas abertas, quando se passa na rua, consegue-se olhar lá para dentro e ver a sala de culto alcatifada.
Mesquita Koutoubia

Depois desta manhã intensiva e dos 40º, sentámos a descansar um pouco nos jardins perto da mesquita. Resolvemos sair das muralhas das medina e ir para a parte mais nova da cidade, também porque precisávamos encontrar um supermercado para comprar protector solar (quase já tinhamos um escaldão), almoço e pasta de dentes. No supermercado não achei as coisas muito baratas, talvez menos cerca de 20% comparado com Portugal. O protector solar em geral era 12€ (= a cá), comprámos um mais pequeno e mais barato (7€) mas com 60 de protecção (acho que nunca tinha posto um protector tão forte mas a minha pele, branca como a neve, agradeceu). Os produtos de higiene pessoal, chocolates, frutas... achei os preços quase iguais mas, se calhar, posso ter entrado numa marca de supermercado XPTO, não sei...

De seguida resolvermos ir ao Posto de Turismo para mais informações. Não valeu a caminhada, não se esforcem a ir lá...só havia mapas  (já tínhamos pedido no riad) e o senhor em vez de nos dar sugestões, só nos indicava uma empresa 2 ruas acima que fazia excursões. Publicidade descarada, o senhor devia receber dois ordenados: um do governo e outro da empresa....só podia.
Andámos mais um bom bocado e fomos ao Jardim Majorelle. Estava tanto calor que necessitávamos desesperadamente de sombras. O jardim é privado e nota-se no custo da entrada: 40dh (4 euros), para visitar o museu ainda é mais. O jardim deve o nome ao pintor francês Jacques Majorelle, que foi para Marraquexe curar uma tuberculose e depois ficou. Em 1980, o jardim foi comprado pelo Yves Saint Laurent e pelo Bergé. Marraquexe é uma cidade em tons de vermelho-barro e este jardim é tipo um oasis colorido no meio. Soube bem passar aí o final de tarde.
Jardim Majorelle

Jardim Majorelle
Em Marraquexe, quase todas as mulheres usavam o véu, mais do que em outras cidades que depois visitámos. No entanto, Marrocos é um país árabe moderno e vimos muitos casais de mãos dadas ou com outras demonstrações de carinho.  

O inicio da noite começou na praça central e mais conhecida de Marraquexe...Praça Jemaa El- Fna... com um refrescante sumo de laranja, à venda em várias barraquinhas da praça. Ao fim do dia, por ali, há de tudo: dançarinos, jogos, encantadores de serpentes, músicos, videntes, mulheres a fazerem desenhos com henna, vendedores... e claro, barracas de comida, onde todos vão comer. Os preços são controlados e iguais em todas as barracas. Cada uma tem cerca de 5 a 6 empregados a tentar convencer os turistas a comerem naquela e não noutra. Há uma competição todos eles...e há verdadeiros mestres. Começam por tentar advinhar a nacionalidade (nós fomos integrados no perfil dos espanhóis), quando descobrem começam todas as referências que se lembram ao país. Exemplo: mestre Silva (achei o mais curioso), sardinhas em lata, bacalhau, Cristiano Ronaldo, Mourinho, Obrigada,...qualquer coisinha....
Se não funcionar...oferecem-te um chá de menta... 

Se bem me lembro comemos sopa (0.50€), salada (0.50€), espetadas de carneiro(3€), costeletas de borrego (3€).

Praça Jemaa El Fna

E assim se passou o 2º dia....

5 comentários:

Ana disse...

Estou oficialmente cheia de inveja tua:)

Manuela disse...

Querida Krasiva, estás a ficar uma contadora de viagens, fantástica. Estou a adorar :)

Anónimo disse...

Mourinho y Cristiano Ronaldo tienen aspecto español......

Lacorrilha disse...

Fiquei cheia de vontade de fazer já as malinhas e meter-me ao caminho.

miGuel pesTana disse...

...o chá de menta dispensava...é o unico chá que nao gosto.

O jardim parece ser bonito..