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3.1.19

Pés frios mas coração quente...


1ª foto do ano

A passagem de ano, foi na rua, à volta de uma fogueira e aqueceu-me o coração.
Os votos foram queimados para ver se se materializam.
Que os deuses me dêem energia mas também serenidade para enfrentar os desafios que surgirem.
Que comece 2019...

27.7.16

A árvore das chuchas


A Árvore das Chuchas - Quinta Pedagógica dos Olivais, Lisboa



Ontem foi um dia histórico cá em casa: tirei a chucha à minha filhota. Ela tem 2 anos e meio e andava completamente viciada, se pudesse andava todo o dia com a chucha. Tomei coragem e escondia-a. Pensei em fazer gradualmente, comecei por explicar-lhe, comecei a prepará-la mas não estava a resultar, não ligava nenhuma. Coloquei limão na chucha, nada. Disse que era para bebés, nada.

Ontem tomei coragem e puff....desapareceu. Entre justificações como "perdemos a chucha", o "monstro levou-a", a que colou melhor ainda foi que a "chucha" está na Árvore da Quinta Pedagógica dos Olivais e que ela conhece tão bem, porque todas as semanas lá vai.

Mesmo assim foi difícil, houve muita choradeira. Cortou-me o coração...mas teve mesmo de ser.


Quanto à Árvore, penso que a ideia foi importada da Noruega, onde as chuchas são penduradas em árvores de jardins públicos e acompanhadas por cartas de despedida, numa espécie de ritual de passagem, e assim as crianças podem sempre ir visitá-las quando tiverem saudades. Na maioria dos casos são os próprios miúdos que colocam na árvore como processo de emancipação mas no meu caso não foi possível, mas acho que é uma óptima sugestão.



17.3.12

Sawabona




Sawabona é um cumprimento zulu, usado na África do Sul, que quer dizer: “Eu respeito-te, eu valorizo-te, tu és importante para mim”. Em resposta as pessoas dizem Shikoba que significa: “Então eu existo para ti”.

Sawabona...

30.1.12

Temos de ser todos um pouco escritores...







" ... o escritor é um ser que deve estar aberto a viajar por outras experiências, outras culturas, outras vidas. Deve estar disponível para se negar a si mesmo.
Porque só assim ele viaja entre identidades. E é isso que um escritor é – um viajante de identidades, um contrabandista de almas. Não há escritor que não partilhe dessa condição: uma criatura de fronteira, alguém que vive junto à janela, essa janela que se abre para os territórios da interioridade."

in QUE ÁFRICA ESCREVE O ESCRITOR AFRICANO?, Mia Couto em Pensatempos, Caminho, 2005 



Não temos de ser todos um bocadinho escritores? Ou pelo menos tentar?

28.9.11

Gente manipuladora...



Se há coisa que me irrita é gente manipuladora simpática…com um sorriso, conseguem TUDO dos outros sem que eles se apercebam….urghhh… mas sempre com alguma fisgada.

É difícil dizer Não a pessoas simpáticas e demoramos algum tempo a verificar que estamos a cavar a nossa própria sepultura e ainda agradecemos.  

(Recado a mim mesma: Krasiva Maria, fica de olho na tua colega-mor do novo gabinete)

1.9.11

Intuição..




Krasiva Maria, tens de dar mais atenção à tua intuição.

Pensei que uma coisa ia acontecer...e depois mais tarde descobri que quando pensei essa situação, ela estava literalmente a acontecer... hummm...

Se calhar ando a ler demasiado a Isabel Allende e essas coisas de 6ºsentidos andam-me a afectar.

30.8.11

Fui seleccionada e não posso ir....urghhhhhhhhh

"Olá ,
Muitos Parabéns! Foi seleccionada para ser parte da segunda turma do Bootcamp em Empreendedorismo Social IES powered by INSEAD! Das mais de 100 inscrições, seleccionámos as 33 pessoas com melhor perfil de empreendedor social.

Pode contar com imensas dinâmicas e uma aprendizagem intensiva sobre Empreendedorismo Social e ferramentas para desenhar e planear a implementação de uma iniciativa com impacto social, com a qualidade garantida do INSEAD e do IES. As 3 melhores equipas/ideias apresentadas no último dia (terá tempo para preparar durante o programa) terão ainda acesso a 3 meses de apoio do IES para dar os primeiros passos rumo à implementação."

Estou atentar redireccionar a minha carreira para aquilo que gosto de fazer. Fui seleccionada e a porcaria é que vou estar nos Açores a trabalho e não vou poder participar. Eu nunca saio do escritório, estou ali sentadinha horas, dias, semanas e anos...a primeira vez que vou para fora....surge esta grande oportunidade e não vou poder usufruir. Urghhhhhhhhhhhhh Eu bem digo que este trabalho me anda a empatar...mas é a última vez que isto acontece....fica aqui prometido.


PS. Mas pelo menos estou mega feliz de acharem que tenho perfil de empreendedora social :) Nisso já ganhei o dia :)

12.8.11

Bad dreams, bad dreams, go away...

"Bad dreams, bad dreams, go away. Good dreams, good dreams, here to stay. Bad dreams, bad dreams, go away. Good dreams, good dreams, here to stay. Bad dreams, bad dreams, go away. Good dreams, good dreams, here to stay."

8.8.11

Minhoquices....

Muito em que pensar....


Minhocas na cabeça...



Gosto do trabalho desta moça... os nossos sentimentos em ilustrações...

Neura...



Neura = (no dicionário) 1) mau humor acompanhado de irritabilidade; 2) disposição depressiva;  3) estado de perturbação interior.

Hoje estou com a neura, aquele estado indefinido em que nos encontramos quando nos sentimos irritados mas não sabemos explicar o porquê. Só me apetecia estar comigo e não ver ninguém …assim longe de todo e qualquer ruído… para tentar perceber que atitude tenho de tomar para resolver esta insatisfação.  

3.8.11

Preciso de uma luz...



Preciso de uma luz….cheguei a um beco sem saída e preciso de tomar uma decisão para o futuro, que não sei quais serão as consequências. Estou na dúvida se hei-de ser inteligente e guiar-me pela cabeça ou, pelo contrário, guiar-me pelo coração, mesmo com consequências negativas a nível profissional mas com esperança que me dê paz de espírito. Soa-me que qualquer das situações serão más, agora tenho de avaliar a menos má e a que seja mais fiel a mim própria. Que angústia…. Tenho 2 semanas para pensar.
Um sinal, precisava mesmo era de um sinal….

28.7.11

As vantagens de ser introvertido


Sempre fui introvertida, é um dos pilares da minha personalidade. Não escolhi ser assim mas realmente é a minha essência. Durante anos detestei este meu traço porque as pessoas chateavam-me muito a cabeça e faziam-me sentir mal. Quem é Intro já ouviu milhares de vezes “não fales tanto”, que aí é que o pessoal fica calado… a frustração de não ter uma reposta rápida, na ponta da língua , e o teu cérebro ficar em branco…embora passado um tempo depois te venha à cabeça a resposta perfeita.

Há uns anos atrás li “ As vantagens de ser introvertido” de Marti Olsen Laney e fez-se luz na minha cabeça, descobri que era uma introvertida normal e isso trouxe-me o maior dos alívios. 

O paradigma actual da sociedade ocidental é o da extroversão, há 3 extrovertidos para 1 introvertido, o mundo capitalista valoriza a extroversão, a agitação, o barulho, …por isso é normal que os Intros se sintam um pouco fora de água.

A introversão é, na sua raiz, um tipo de temperamento ( até a nível cerebral, extro e intros têm diferenças, a nível do caminho dos circuitos por onde passam as mensagens ).  Não é a mesma coisa que a timidez, não é algo que se possa alterar, mas pode-se aprender a lidar com ela. 

A característica mais distinta dos Intros é a sua fonte de energia: os Intros retiram a sua energia do seu mundo interno de ideias, emoções e impressões. Pelo contrário, os extrovertidos são estimulados pelo mundo exterior (actividades, pessoas, ..): por exemplo, ficam com mais energia quando falam com as outras pessoas.

Os Intros detestam conversa de chacha, mas se tiver em causa um assunto que dominam vão falar até mais não. Os Intros não falam só por falar, por isso são vistos normalmente como distantes e misteriosos, o que por vezes é também confundido com antipatia.

Muitos Intros não sentem que sabem o suficiente acerca de um determinado assunto até saberem quase tudo. Isto acontece por 3 razões:
1º - Conseguem imaginar a vastidão de qualquer tema;
2º - Já tiveram a experiência do seu cérebro paralisado e em branco e aí tentam preparar-se em excesso;
3º - Como não falam frequentemente daquilo que estão a pensar, não recebem nenhum feedback que os ajude a obter uma perspectiva concreta sobre o que sabem realmente.

Optam por fazer tudo com os seus próprios recursos, por sua própria iniciativa e à sua maneira. Muitas pessoas preferem passar o tempo sozinhas, trabalham melhor de forma independente do que em grupo, e gostam de celebrar os seus anos com os amigos mais próximos e não com grandes grupos. Por isso, tendem a ser classificados como egoístas e individualistas, o que pode não ser verdade. A autora diz que os introvertidos tendem a ser joviais, determinados, bons ouvintes, pensadores criativos e com muito conhecimento sobre si mesmos. “Os introvertidos têm a mente aberta. Eles expressam-se melhor pela escrita do que oralmente”

Marti Laney recomenda que os introvertidos recuperem sua energia física tirando folgas ou passando algum tempo sozinhos para eliminar os estímulos extras e não serem dominados ou sentirem a necessidade de mudar a própria personalidade. No seu livro dá montes de dicas para se tirar vantagem da introversão, em diferentes áreas da vida. Recomendo a sua leitura tanto a intros como a extros, para se compreenderem melhor mutuamente.

4.7.11

Hoje estou assim...

"'Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio, 
Todos os lugares onde estive, 
Todos os portos a que cheguei, 
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, 
Ou de tombadilhos, sonhando, 
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.' 

Trecho de Passagem das Horas, de Fernando Pessoa"

1.7.11

Kit...saudades de Lisboa

Tenho uma grande amiga que faz anos domingo. Vivemos juntas durante alguns anos mas ela o ano passado voltou para a terra de origem. Anda cheia de saudades de Lisboa e não tem tido tempo para vir cá...
Então pensei...que lhe vou dar este aniversário? Ela não liga a coisas caras, prefere prendas simbólicas e emocionais.

Plim! : - Talvez um bocadinho de Lisboa para matar saudades...

Vai daí, depois de uma passagem por 2 lojas de souvenirs na Baixa na hora de almoço... compus um Kit "Cheira a Lisboa" (quadro, crachás, íman,  bloco de notas, postais, marcador de livros), ao qual ainda vou juntar uns poemas de Fernando Pessoa...e vai seguir pelo correio.
Espero que ela goste!


KIT CHEIRA A LISBOA






Não resisti e acabei por comprar um quadro para mim. A Bica é linda!!!!!!


10.5.11

A minha avó Rosa...




A minha avó Rosa, mãe da minha mãe, foi uma das pessoas mais amorosas, tolerantes, discretas e doces que já conheci na vida, nunca pedindo nada em troca, nunca querendo incomodar os outros mas sempre cuidando deles.
Basicamente fui criada por ela, já que deixou de trabalhar para tomar conta de mim, nunca andei em creches. Foi de certeza a pessoa que mais mimo me deu na vida.
Contava deliciosas histórias da família, que infelizmente muitas já esqueci, da minha mãe e tios em pequenos, da família dela, do modo de vida rural em Portugal durante o século XX …deixou-me sempre no imaginário uma quinta ribatejana farta, que o meu bisavô feitor cuidava, poço de rigor e honestidade, e ainda um avô apaixonado por cavalos (apesar de pobre, endividando-se para comprar um). Raramente me contava coisas tristes, embora tenha passado muito depois de ter casado, dava sempre um ar calmo, que estava sempre tudo bem.
Tenho a imagem dela na sua máquina de costura, ou a “apassajar” meias. Fazia tudo muito perfeitinho, não saio mesmo a ela nestas coisas. Tentou ensinar-me aqueles pontos todos (cruz, cadeia, pé-de-flor) mas não ficou cá nada, infelizmente.
Tomava banho com sabão azul e branco, inclusive o cabelo que depois passava com vinagre para lhe dar brilho, e o cabelo estava sempre realmente muito bonito. Dava rebuçados e chocolates aos miúdos da vizinhança…que por isso tinham também um grande carinho por ela. Passávamos tardes inteiras a jogar às cartas, e ainda hoje há um jogo que às vezes penso que foi inventado por ela porque, tirando na minha família, nunca encontro ninguém que o saiba jogar.
Ela tomava ainda conta de uma casa particular lá na terra, que os donos viviam em Lisboa, com um enorme jardim e horta, onde a minha avó cuidava de tudo, regava, plantava, cavava, havia sempre fruta, legumes e flores, aí me fartei de brincar, lembro-me de fazer bolinhos de terra e os embrulhar nos lenços da minha avó (raramente me ralhava). Sempre a vi muito com esta ligação à natureza.
Como acontece muitas vezes, hoje deu-me saudades da minha avó.

8.4.11

Amante ou anti-depressivo


Em vez de anti-depressivos, arranjem um amante, by LITA (muito bom).
É importante ter sempre alguns em carteira...

7.4.11

Insónias...





Insónias ...demasiado tempo para pensar parvoíces e fazer análises a tudo...e assim ter mais insónias.

22.3.11

Ter, fazer...ser


«António Alçada Baptista (1927-2004) escreveu aos setenta anos uma autobiografia* de memórias começando por dizer: "Eu sou da burguesia da província onde nasci em pleno reino do ter. Agora estamos no reino do fazer, mas tenho uma certa esperança de que um dia se alcance o reino do ser". Na burguesia da infância de Alçada Baptista tinha-se (propriedades, bens, nome) quase sem se fazer nada. Agora "o que fazes?" é a pergunta-chave quando se conhece alguém, e está de tal forma associada ao verbo ter que quase se confundem. Essa fusão permitiu a democratização do "ter" e foi um passo imprescindível para uma evolução da nossa sociedade menos desigual e mais justa. Mas o fazer e o ter dominam agora de tal forma as nossas vidas que já se inscreveram no código genético do nosso ser.» in Visão - Sofia Vaz

Eu quero SER....

11.2.11

monte intransponível...


"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece." Clarice Lispector