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4.2.11

O/a....m/f



É comum o uso exclusivo do género gramatical masculino para designar o conjunto de homens e mulheres, ainda que morfologicamente existam formas femininas (Ex: o Homem, como referência a homens e mulheres). A função pública pretende acabar com o sexismo na linguagem... assim, há uma resolução do Conselho de Ministros para o uso de linguagem inclusiva de género.
Alguns exemplos:
Utilizar pai e mãe em vez de pais
Utilizar trabalhadoras e trabalhadores estrangeiros em vez de trabalhadores estrangeiros
Utilizar o/a doente em vez de o doente
Utilizar a/o cidadã/o em vez de o cidadão
Utilizar A pessoa que requer em vez o requerente
Utilizar a gerência em vez de o gerente

1.2.11

Acordo ortográfico


Parece que no final do mês vou ter formação sobre as regras do novo acordo ortográfico. Quando isto entrar em vigor vou dar um tiro...parte do meu trabalho é editar livros... vou ter de corrigir o que os investigadores escrevem. Já tenho sempre tantas dúvidas com o português normal... agora com a nova versão nem quero pensar.

Para nos começarmos a adaptar:
http://aeiou.visao.pt/guia-pratico-para-perceber-o-acordo-ortografico=f543282

1.10.10

3ª lingua oficial de Portugal

 1ª língua: Português    2ª língua: Mirandês    3ª língua: Minderico





O Minderico ou Piação dos Charales do Ninhou (linguagem dos habitantes de Minde) é a variante linguística falada em Minde  desde o séc. XVIII.  Inicialmente esta variante funcionava como código falado apenas entre os comerciantes das mantas de Minde que andavam pelo país todos, e o usavam como estratégia. No entanto, posteriormente a população toda começou a falar.


Muitos vocábulos mindericos têm origem em imagens do quotidiano, que passam de forma figurativa para a linguagem, outras são por exemplo nomes de pessoas da terra que deram origem a expressões que designam profissões ou atributos humanos.

O minderico é ainda hoje conhecido pela maioria da população adulta, embora por influência da alteração dos costumes haja uma acentuada tendência para o seu desuso e esquecimento entre os mais jovens.

Para o minderico não morrer estão a ser desenvolvidos vários projectos: aulas de minderico, actualizações dos dicionários já existentes; utilização em festas em Minde, tradução do nome das ruas e das ementas de restaurantes e cafés.  Muito deste trabalho está a ser desenvolvimento por investigadores da Universidade de Regensburg da Alemanha, e inserido no Programa de Documentação de Línguas Ameaçadas,com o apoio financeiro da Fundação Volkswagen.

Como já devem ter percebido sou de Minde...mas não falo minderico...embora gostasse. De vez em quando leio o dicionário...e há muitas palavras que sei devido ao uso corrente no dia-a-dia da família e da terra...Mas um dia vou mesmo saber falar e o Minderico ainda vai ser reconhecido como língua.

Ex;
Quem cópia giralda fizer nela terá de atarantar (tradução: quem boa cama fizer, nela terá de se deitar).

14.9.10

Quatro dias, cinco continentes, um bairro de Lisboa...


Entre 16 a 19 de Setembro decorre no Martim Moniz o  Festival TODOS – Caminhada de Culturas. 

Esta iniciativa visa sobretudo promover a divulgação dos hábitos e costumes dos países de origem daqueles que fizeram do Martim Moniz o local mais multicultural de Lisboa, com um comércio próprio, sons, cheiros e sabores reunidos num espaço único em Lisboa.

Além das mercearias e lojas com artigos dos países dos proprietários, que convidam os visitantes a entrar na sua cultura, os quatro dias do evento serão uma verdadeira mostra de artes. Vai haver teatro, cinema, circo cigano, dança, fotografia, concertos de fado, músicas dos Balcãs e de Bollywood, sonoridades da China e do continente africano.

Podemos aprender mandarim, punjab/hindi, crioulo ou ucraniano, ensinado por crianças ou aprender a cozinhar com famílias da China, Índia, Ucrânia, Brasil e São Tomé.

O programa encontra-se disponível em: todoscaminhadadeculturas.blogspot.com

Eu vou....

26.8.10

Pontuação

Uma das minhas funções, e apesar não ter formação específica, é de editar e corrigir artigos e publicações científicas. Assumo que também dou erros. No entanto, algo que me irrita profundamente, é quando os senhores investigadores colocam uma vírgula entre o sujeito e o verbo, sistematicamente.  Por favor, não!