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12.12.16

O Herói de Hacksaw Ridge




 O filme "O Herói de Hacksaw Ridge" conta a história verídica de Desmond Doss, objetor de consciência durante a II Guerra Mundial, que queria servir o seu país em tempo de guerra mas que não queria pegar numa arma.


Adventista do Sétimo Dia e com episódios de violência doméstica que o marcaram (quase matou o irmão numa luta em criança sem querer, e teve vontade de dar um tiro ao pai quando este batia na mãe) negou matar alguém mas teve de batalhar para que o exército o deixasse ir para a frente de guerra, como socorrista desarmado.

As cenas de guerra, que representam a invasão de Okinawa, é muito realista, talvez das representações mais reais que já vi em filmes. Chegou a uma altura que já não aguentava tanta violência, mas gostei bastante, porque só assim refletimos verdadeiramente sobre os conflitos passados e atuais.

Do meio da violência, surge o humanismo, já que Desmond Doss, depois de uma retirada das tropas americanas, volta para salvar sozinho 75 soldados feridos em combate, que de outra forma teriam morrido sozinhos e em sofrimento atroz.


“O Herói de Hacksaw Ridge” é um filme sobre a fé, espírito de missão, coragem e altruísmo.  No final, aparece o verdadeiro Desmond Doss e alguns companheiros a dar alguns testemunhos, o que une ainda mais o filme todo.

Saí do cinema super inspirada, a pensar que devemos lutar sempre pelos nossos ideais, independentemente das consequências. E de ajudar os outros, sempre.

18.1.16

vintage...





Rosa: "Eu sou uma velha!"
Jó: "Não és nada, és vintage!"

 in filme Os gatos não têm vertigens

Muito bom!

24.2.15

Óscares ativistas



Como não só de vestidos vive a Humanidade, este ano os Óscares tiveram uma forte vertente ativista e foram vários os assuntos tratados:

- Igualdade de salários entre sexos - Patricia Arquette
- Privacidade e democracia - no âmbito do documentário sobre o Snowden
- Igualdade de direitos, discriminação - John Legend
- Imigração - Alejandro Gonzalez Inarritu
- Direitos sexuais, suicídio, direito à diferença.  - Graham Moore

O momento do Graham Moore foi o que mais me tocou, dado que relacionou a sua história com a o Turing (filme O jogo da Imitação), partilhando que se tentou suicidar aos 16 anos. Dedicou a sua vitória aos miudos que se sentem estranhos, diferentes dos outros, que não se encaixam em lado nenhum e acaba por
exortar todos a essa condição de "ser diferente".

Choca-me muito em pleno século XXI, no mundo ocidental, que todas estas questões sejam ainda pertinentes. Que ainda não se tenha chegado a um patamar civilizacional que garanta os direitos iguais para todos, ao mesmo tempo que se valoriza a diversidade. 

Como diz o Boaventura sousa Santos:
“Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. As pessoas querem ser iguais, mas querem respeitadas suas diferenças. Ou seja, querem participar, mas querem também que suas diferenças sejam reconhecidas e respeitadas.”




3.3.14

Os óscares...

Este ano concordo com a atribuição dos principais óscares.



Matthew McConaughey ganhou o óscar de actor principal,  na minha opinião brilhante como protagonista do "Clube de Dallas", e, claro, muito bem acompanhado pelo vencedor do papel secundário, Jared Leto. O vocalista dos 30 Seconds To Mars surpreendeu-me mesmo com a interpretação desta personagem. Ainda por cima é giro e com consciência social (raio do homem, é perfeito!).

Cate Blanchett já era também de prever como vencedora do óscar para actriz principal. Embora também tenha gostado muito da interpretação de Judi Dench em "Philomena". Não vi ainda o filme da Meryl Streep, que tenho a certeza que está perfeita como sempre, não é por nada que já foi nomeada 18 vezes.

Lupita Nyong'o nem me tinha apercebido antes que tinha sido nomeada mas realmente concordo com a atribuição do óscar. 

Quanto ao filme gostei muito do «12 anos Escravo», mas não sei se não gostei mais do Clube de Dallas. O Lobo de Wall Street não foi tão bom como esperava, talvez estivesse à espera de outro tipo de intriga/trama mas a interpretação do Leonardo diCaprio foi realmente de grande entrega pessoal. No entanto, não havia necessidade de durar 3 horas para a história que era. Gostei também muito do argumento do filme Philomena, reforçando a presença este ano de filmes baseados em histórias reais e que, logo por isso, ganham outra dimensão. No Gravidade adormeci a meio e a Golpada Americana só vi a primeira meia hora (entretanto a bebé chorou com fome) e não me cativou, talvez por isso ainda não o tenha acabado de ver.

Só ainda uma nota para o Steve McQueen que não ganhou o óscar para melhor realizador, mas que relembrou no seu discurso não só a tragédia da escravidão no passado, mas evidenciando a problemática da escravidão moderna na actualidade, realidade ignorada pela maioria das pessoas. 

22.2.14

Demasiado bonito para não ser partilhado...


"Cordas" (Cuerdas) é uma curta- metragem espanhola que ganhou o Goya em
2014. O filme foi inspirado nos filhos do seu criador, Pedro Solís, que
tem uma filha apaixonada pelo irmão com paralisia cerebral. Uma história
comovente e encantadora!



8.7.13

Cinema ao ar livre




Com este calor  não se aguenta estar em casa, por isso há que aproveitar as noites de Verão. No sábado, vinda directa da praia, fui ver o filme "Amigos Impreváveis" (muito bom, já agora) ao jardim da Quinta da Conchas.  O jardim estava ligeiramente mais fresco que o resto da cidade.

Para quem quiser aproveitar a oportunidade ainda vai a tempo (ver programa). As sessões são às 21h45.

O ambiente é fantástico, descontraído e acolhedor. Apesar de haver uma plateia com cadeiras, esta enche rapidamente e então é ver grupos de amigos e famílias inteiras a estenderem a sua manta/toalha no relvado.

Recomendo...

30.12.12

Hobbit...



Fui ao cinema ver O Hobbit.

Estes filmes são giros pelo entretenimento puro mas, realmente, se formos a ver, não trazem nada de grande profundidade. Falam um pouco de coragem, de acreditar nos outros, de lealdade...mas mesmo assim, não sentem que falta ali mais qualquer coisa?


Porém, algumas dos trechos que me ficaram na memória:


Bilbo diz "Bom dia" para Gandalf e ele responde:  "O quê queres dizer com isso? estás a desejar-me um bom dia, estás a dizer que o dia está bom, queria eu queira quer não, que te sentes bem neste dia ou que é um dia para se estar bem?"  

Não é o que realmente vos apetece responder a algumas pessoas quando vos dizem "Bom dia"?


Ou a cena entre Galadriel e Gandalf (na imagem)
"Saruman believes it is only great power that can hold evil in check, but that is not what I have found.  
I found it is the small everyday deeds of ordinary folk that keep the darkness at bay. Small acts of kindness and love."


As pequenas coisas do dia-a-dia são a essência da vida no fundo, não são?

15.8.12

O sentido da vida - o filme

O novo projecto do realizador de José e Pilar, Miguel Gonçalves Mendes, chama-se O Sentido da Vida



Resumo :  "Miguel (um personagem), descobrindo que tem uma doença à qual pode não sobreviver, decide iniciar uma viagem sem rumo, pelos cinco continentes, à procura do sentido da vida, sem saber se esta jornada alguma vez terá fim. Simultaneamente, em pontos distintos do globo, seis personagens arquetipais - um comediante, um político, um realizador, um escritor, uma músico, e um ateu – ajudam a traçar um filme em trânsito, em que diferente histórias colidem e confluem para uma resposta a uma mesma pergunta: ”Qual o sentido da nossa existência?”. Não será possível colocar esta questão sem uma visão mais ampla e é daí que surge um sétimo arquétipo: um astronauta, que contempla o mundo do espaço e nos observa na nossa real insignificância."

Dada a crise económica e falta de subsídios para o cinema, a equipa do filme pretende envolver o público no sistema de financiamento. Assim existem diferentes modalidades de participação:
- Co-produção: qualquer pessoa que invista um valor igual ou superior a 5.000€ será creditado com esta função e terá direito à percentagem de lucro correspondente ao orçamento final, depois de cobertos os custos.
- Donativo ou compra de qualquer DVD do realizador (valor reverte totalmente para o projecto - 10€).
- Compra de um frame (fotograma) do filme:
      - autografado, como mera figura simbólica (2€), que enviam quando o filme estiver terminado.

      - com o próprio retrato da pessoa, efetivando assim a sua participação no filme, numa sequência específica em que várias caras se sobrepõe no ecrã (20€), e será enviado impresso quando o filme estiver terminado. 
-entre outras...


Teaser e outras informações:  http://osentidodavida.cinema.sapo.pt/

31.7.12

good, good friends...


E o que melhor do que um fim de dia sozinha para relaxar e variar...e surgir inesperadamente no ecrã da televisão a repetição do "Sex and the city ". Que saudades das quatro meninas de New York... e das minhas meninas reais também :(

8.9.11

AS SERVIÇAIS


Se há temática que me toca e enfurece é o mundo do emprego doméstico. Não, nunca fui empregada doméstica mas de há uns anos para cá contactei com muitas e as situações que me foram contando (exploração, não cumprimento de direitos, demasiadas horas de trabalho não pago, acusações de roubo, humilhações, abuso sexual,…)  foram despoletando em mim uma certa revolta…e daí o projecto social em que estou envolvida com empregadas domésticas imigrantes.

Devorei esta semana o livro “As serviçais” (“Help” em inglês) e adorei. Passa-se nos EUA, nos anos 60, e centra-se na história, principalmente, de 3 mulheres.

Skeeter é branca, quer ser escritora mas quando acaba o curso volta para a terra-natal, onde a mãe e as amigas só pensam em casá-la. Começa a sentir-se incomodada com a naturalidade com que a discriminação é encarada e com o modo como o seu círculo de “amizades” trata as empregadas.

Aibileen é uma criada negra, que foi ama de dezassete crianças, educando-as quando os pais não lhes ligavam. No entanto, quando o filho morre nada volta a ser como antes. Minny, também criada e a melhor amiga de Aibileen, é conhecida como a empregada mais respondona da zona e começa a ganhar má fama entre as patroas. Hilly, a senhora branca líder da comunidade faz-lhe a vida negra.

Cansadas das humilhações (coisas como casas-de-banho separadas porque negros pegam doenças aos brancos), acusações e exploração, estas três personagens juntam-se para escreverem um livro anónimo onde contam todas estas histórias sobre as patroas, o bom e o mau.

Num tempo em que as pessoas de cor eram consideradas inferiores em todos os aspectos, não podiam frequentar os mesmos sítios dos brancos, este livro falar sobre discriminação racial, de classe e género mas também de amizade, amor e força para tentar mudar o que está mal.

Aconselho o livro mas também o filme, que estreará em Portugal em Outubro.

28.4.11

Lixo extraordinário

Estou muito curiosa para ver este documentário brasileiro sobre os catadores de lixo e um artista de renome internacional. Documentário candidato aos Óscares e vencedor de vários festivais de cinema.

28.3.11

dançar na passadeira...

Ontem à noite estive a ver o filme A Bela e o Paparazzo. É levezinho mas tem algumas personagens secundárias geniais, nomeadamente o Nuno Markl (acho que a fazer quase dele próprio) e a Maria João Luís.

Gostei que se passasse na ruas de Lisboa...mas adorei mesmo foi a cena dos protagonistas dançarem descalços numa passadeira do Rossio, numa noite de Verão...Também quero! :)

21.2.11

O discurso do rei...


Como não podia deixar de ser fui ver este filme, depois de muito convencer o jeitoso que era bom (quanto a gostos cinematográfico temos algumas divergências...principalmente no que se refere aos géneros preferidos). No final, ouvi um "Óptima escolha".

Realmente gostei muito do filme...é divertido, sério, histórico... e faz-nos lembrar que todos temos algum tipo de "gaguez" para superar, que nos pressionamos com a pressão dos outros...

Gostei do Colin Firth e das suas mudanças de humor, apeteceu-me bater no irmão, estranhei ver  Helena Bonham Carter a fazer de rainha (estou mais habituada a vê-la de bruxa nos filmes do Tim Burton) e claro, adorei o terapeuta da fala Geoffrey Rush.
Recomendo...  

3.11.10

Intervalos no cinema...


Se há coisa que me irrita... é o intervalo no meio dos filmes quando vou ao cinema. Eu não como pipocas, vou à casa de banho antes de entrar para a sala... não consigo perceber porque é que nos últimos tempos há intervalos em todos os cinemas. Primeiro, perde-se tempo a olhar para nada, nessa altura estou meio hipnotizada e não me apetece falar sobre o filme ou outra coisa qualquer, fico ali a tentar que passe rápido, a contar os minutos.  Para mim quebra a experiência, pago e ainda tenho de levar com intervalos...eu gosto de ver o filme todo de seguida meus senhores, senão fico em casa e vejo na tv.

24.10.10

Comer, orar, amar alternativo



Num momento ou outro da vida penso que todas as pessoas passam por essa crise existencial, como acontece no filme/livro "Comer, Orar, Amar", soa-me que mais do que uma vez na vida. Porque é que antes as pessoas não eram tão angustiadas? Talvez porque não existiam tantas escolhas, tantas direcções e tantas possibilidades de estilos de vida.
Até uma certa altura, fazemos o que é previsto pela família e  pela sociedade - ser boa menina, não dar problemas, tirar boas notas, ir para a faculdade, não ser Maria Maluca , arranjar o namorado ideal, arranjar um emprego estável, a fazer o que se gosta e a ganhar muito dinheiro, casar, ter filhos....and so on...
... entrentanto, chega a uma dada altura e temos uma crise existencial, como vivemos sempre pelos pâramentros dos outros, e que nós próprios assumimos e aceitámos como certos, há um momento na vida que essas coisas podem deixar de fazer sentido.
Quem sou eu afinal? E depois é só minhoquices na cabeça e baixa auto-estima. E então é preciso parar, olhar para dentro e conhecer realmente a nossa essência. Ao conhecermo-nos melhor, conseguimos aceitar os nossos defeitos e qualidades... e vamos aprendendo a lidar com aquilo que somos.
No filme este processo faz-se em 3 etapas - Comer, Orar e Amar -, em 3 países diferentes (Itália, India, Indonésia), no entanto nós fazemos este mesmo processo sem sair do sítio.
Há uns anos atrás, depois da ruptura de uma relação, fiquei muito magoada e muito deprimida, e decidi investir em mim, para conseguir amar-me e valorizar-me como pessoa. Inscrevi-me num curso de astrologia, não para adivinhar o futuro, mas para me conhecer melhor, para reflectir sobre mim própria, e as coisas começaram a fazer mais sentido. Tive tempo e oportunidade para diferentes experiências e o "Comer, Orar e Amar", no meu caso foi mais "Astrologia, Dança Oriental e ir tudo o que acontecia de interessante nesta cidade".
E comecei a sentir-me muito bem sozinha. Depois quando menos esperava, um dia que me sentia até muito down e que nem queria sair de casa, uma amiga arrastou-me para uma festa porque não queria ir sozinha. Nesse dia conheci o meu actual namorado e nunca mais nos largamos. Coisas do destino...
Deixei de dedicar tanto tempo nesta busca de mim própria, no sentido em estava muito concentrada em mim... e em parte tenho pena disso. No entanto, também acredito que não nos encontramos sozinhos mas nas relações com os outros... com os amigos, familia, colegas, amores...pessoas que detestamos...
Enfim, para mim a vida é um caminho... de experiências, de alegrias e tristezas, de momentos bons e maus...que nos leva a um crescimento pessoal. Quando for velha não quero ser rica, mas sábia e serena.

20.9.10

Papel químico....


No sábado estive a ver na televisão o filme PS-I love you. Depois conversei com uma amiga sobre ele, queria dizer-lhe o nome da actriz e não me saía. Estive 2 horas a ver o filme e não me lembrava de quem era a protagonista porque se há actrizes que confundo são estas: Hillary Swank e Jennifer Garner. Era uma ou outra? Depois de ir à net confirmo que a actriz do filme é a primeira. São ou não são quase iguais?