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27.7.16

A árvore das chuchas


A Árvore das Chuchas - Quinta Pedagógica dos Olivais, Lisboa



Ontem foi um dia histórico cá em casa: tirei a chucha à minha filhota. Ela tem 2 anos e meio e andava completamente viciada, se pudesse andava todo o dia com a chucha. Tomei coragem e escondia-a. Pensei em fazer gradualmente, comecei por explicar-lhe, comecei a prepará-la mas não estava a resultar, não ligava nenhuma. Coloquei limão na chucha, nada. Disse que era para bebés, nada.

Ontem tomei coragem e puff....desapareceu. Entre justificações como "perdemos a chucha", o "monstro levou-a", a que colou melhor ainda foi que a "chucha" está na Árvore da Quinta Pedagógica dos Olivais e que ela conhece tão bem, porque todas as semanas lá vai.

Mesmo assim foi difícil, houve muita choradeira. Cortou-me o coração...mas teve mesmo de ser.


Quanto à Árvore, penso que a ideia foi importada da Noruega, onde as chuchas são penduradas em árvores de jardins públicos e acompanhadas por cartas de despedida, numa espécie de ritual de passagem, e assim as crianças podem sempre ir visitá-las quando tiverem saudades. Na maioria dos casos são os próprios miúdos que colocam na árvore como processo de emancipação mas no meu caso não foi possível, mas acho que é uma óptima sugestão.



7.9.11

Açores...transportes...



Queria agradecer a todas as dicas...acho que vão mesmo ser muito úteis, principalmente porque não tenho muito tempo.
Tenho só mais uma questão: como é a ilha em termos de transportes? Há transportes públicos? É mais fácil alugar uma mota ou um carro?
Obrigada :)

5.9.11

Quem conhece S.Miguel, Açores?


Para a semana vou aos Açores a trabalho, para uma conferência internacional na minha área. No entanto também vou ter um tempinho para conhecer a Ilha de S.Miguel (às outras acho que não dá para ir).
Queria planear um bocadinho a viagem por isso preciso da vossa ajuda. Preciso de dicas, sítios a ir, locais que não posso perder e coisas que normalmente não aparecem nos guias mas que vocês conhecem e recomendam....

Fico a aguardar as vossas sugestões :)

29.8.11

Fim de semana na terrinha...dos outros


E este foi um fim-de-semana de caminhadas, de barrigada de amoras quentes do sol, de almoço domingueiro com a família dos outros, com festa na terrinha dos outros. Houve quermesse, música popular (com todo um festival de luzes e show de bailarinas), foguetes, caldo verde à 1h da manhã... Pena que perdi a procissão...mas quem faz procissões ao meio-dia, procissões têm de ser como na minha terra, ou seja, às 3h da tarde...  Mas só tenho a dizer: os beirões recebem bem :)

28.7.11

Recordar é viver...





Hoje estive a falar com uma amiga da faculdade e deu-nos umas saudades dos tempos que tirámos a licenciatura no ISCTE.

Claro que cada um acha que a sua universidade é especial e única porque foi lá que viveu momentos inesquecíveis…mas o ISCTE é mesmo especial….lol.

Em que universidade lisboeta há uma diversidade cultural-social tão grande? Como as outras estão divididas em faculdades, as tribos em cada uma ficam mais uniformes. No ISCTE não, é tudo ao molhe, há os freaks-dreads-hippies de Antropologia e Sociologia, há os betos de Gestão e Economia, há os jeitosos-criativos de Arquitectura, há os geeks e nerds de Informática… e claro, que há a imensa população que não se encaixa em nenhum destes meus estereótipos.

No entanto, sempre achei que os Iscterianos tinham todos em comum um certo gosto pela liberdade e pela descontracção, tudo muito boa onda…Onde mais houve uma planta de cannabis no pátio? E as festas? As festas do ISCTE eram as melhores naquele tempo.

Fiz lá a licenciatura, frequentei uma pós-graduação que acabei por desistir (não sei onde tinha a cabeça quando me fui inscrever em estatística), foi onde frequentei posteriormente aulas de russo…(depois traí o ISCTE e fui para a FCSH fazer a pós-graduação/mestrado em Migrações). Foi no ISCTE que encontrei as minhas amigas para a vida, que ganhei espírito crítico, que comecei a acreditar que se lutarmos até conseguimos mudar um bocadinho o sistema, e tantas outras coisas que aprendi…se formos a ver bem, as teorias sociológicas e afins foi o menos importante.

25.7.11

Alentejo que se abre ao mar...

Acabei por não ver as vossas sugestões e em vez de ir para o Alto Alentejo decidi ir para o Sudoeste, para a zona da Zambujeira do Mar, onde o Alentejo se encontra com o mar. Fomos numa de aventura – campismo selvagem – e começou logo com um furo no pneu à chegada, de madrugada, no meio da mata. Mas tranquilo… A nossa comunhão com a natureza é tão grande que passámos a manhã a dormir, sabe-se lá como conseguimos. Sei que quando acordámos começou o contra-relógio. Colocar o pneu suplente, que estava quase vazio. Parar num parque de campismo para ver se o conseguíamos encher, de forma a tentarmos chegar a alguma oficina. 12h30…oficina mais próxima a 15km que fechava às 13h…sim conseguimos…só que tivemos de esperar pelas 14h para o mecânico ir almoçar e depois nos vir remendar o furo.   


Chegámos finalmente à praia às 15horas, é bem… que assim não apanhamos a hora que o sol é nosso inimigo. Fomos pela primeira vez à Praia da Amália. Chama-se assim porque a Amália Rodrigues tinha ali uma casa. Estava cansada de ouvir o meu estagiário dizer que a praia era espectacular, era a praia preferida e então decidir ver se ele tinha razão. Moral da história: não é má, mas há melhores. Não é muito conhecida, não tem gente em demasia, tem uma espécie de cascata mas o mar estava cheio de algas que não deu para tomar banho e pareceu-me que também tinha muitas rochas.


No dia seguinte, não quisermos cometer o mesmo erro, e fomos para umas das minhas praias preferidas: antes de chegar à Zambujeira, perto da Herdade do Touril, eu chamo-lhe a Praia da Corda…mas andei agora aqui a investigar e parece que se chama Praia do Tonel. O areal é apenas acessível aos mais aventureiros, pois implica a descida da falésia a pique por carreiros estreitos pouco aconselháveis e que a certa altura tem uma corda para se conseguir descer agarrado…é quase fazer rappel. Não aconselhável a quem tenha vertigens, pouca agilidade ou muito bom senso.

Mesmo assim ontem a praia tinha cerca de 20 pessoas, um record. Quando fui a primeira vez só tinha um casal. Dessa vez, lembro-me também de um rapaz apaixonado que escreveu com pedras “Ana, namoramos?”. Foi embora e voltou umas horas mais tarde, acho que com a “Ana” para fazer o convite ao pôr-do-sol.

Estava mesmo a precisar de um fim-de-semana assim…

22.7.11

Alentejo...sugestões?


Tenho de sair de Lisboa desesperadamente este fim-de-semana para bem da minha saúde mental, mas não estou com paciência para grandes viagens. Pensei ali na zona do Alentejo...sugestões? o que me aconselham?

11.7.11

Verões de infância1 # Nazaré

Quando era miúda ia sempre para a Nazaré, era a praia mais próxima...e no fundo a praia de todos os ribatejanos.  

O que tinha de bom (ou de mau, depende da perspectiva) é que encontravas sempre alguém conhecido…toda a gente da minha terra ia para a Nazaré.
Por vezes, sabe bem praias com agitação à volta e a Nazaré tem isso. Lembro-me que na hora de almoço quando estávamos a fazer a digestão sempre podíamos ir dar uma volta e ver :

as lojas e barracas

as nazarenas (as melhores relações públicas no turismo)

(nunca esqueci o zimmer... única palavra ou quase que sei em alemão)

o peixe a secar ao sol ( quem comerá aquilo, humm.)

O sitio


Levantávamos de madrugada, o caminho ainda era longo e as estradas não eram as melhores. Nessa altura, eu e os carros não nos dávamos muito bem…e havia sempre ali uma parte da viagem em que havia enjoo e vomitanço. Acho que era particularmente numa zona de eucaliptos… esses que ainda hoje lhes detesto o cheiro.

Chegávamos ainda cedo…tipo antes das 9h… e o tempo na Nazaré era sempre imprevisível. Tinha para mim uma teoria que o tempo na Nazaré era o sempre contrário ao tempo que fazia na minha terra. Se em Minde estava sol quando saíamos de casa, era porque na Nazaré estava nublado e vice-versa.  

todas as fotos do blog Nazaré Imagens com palavras

Mas o que era mais significativo na Nazaré? O mar “bravio”. Muita água salgada bebi nessa altura, muito enrolanço nas ondas, na minha perspectiva gigantescas e ferozes. E a água…gelada! Apesar de andar lá enfiada, aquilo era uma experiência traumática às vezes…embora divertida na maior parte dos casos.

27.6.11

Glamping...

Hoje descobri um conceito novo...é sempre bom aprender qualquer coisa todos os dias.

GLAMPING

Uma nova maneira de acampar, mas sem dores nas costas porque o chão estava inclinado e cheio de pedras, sem rastas porque tens casa de banho perto para tomar um duche ...

Glamping é a junção de camping com glamour. É para ficar no meio da natureza mas bem acomodado. As tendas normais são substituídas por yurts, tipis, caravanas e afins, os sacos-camas substituídos por camas de verdade, com colchões decentes e decoração xpto ( a parte do glam)... e claro, é ligeiramente mais caro. 



Alguns exemplos em Portugal aqui

1.4.11

down...grade

Se calhar, em vez de ir à Turquia, vou antes a Marrocos, talvez Marraquexe...sempre fica mais perto (€€€)



9.3.11

Mar de Minde...

photo by Rui Gonçalves

E pronto...hoje a minha querida Mariinha, do blog Uma mansarda em Lisboa, fez-me sorrir mais uma vez. Já me tinha dado tulipas (estão a crescer a olhos visto lá em casa), agora dá a conhecer um dos ex-libris da minha terra: o "Mar de Minde" como chamam por aí, ou o Polje (nome técnico) ou a "Mata" como nós lá em Minde chamamos.

Ide lá ver o post dela ou o site http://www.minde.eu/natura/polje.html e já agora aproveitem e vão a Minde :)

14.2.11

Amor e bifanas

Como hoje soa-me que todos os blogues vão falar do mesmo - o dia de S. Valentim - eu vou falar de bifanas. Na sequência do fim-de-semana, com visita a Évora e arredores, descobri uma coisa que não sabia... que Vendas Novas é a terra das bifanas. À medida que entrámos na localidade, comecei logo a achar estranho todos os cafés dizerem simultaneamente Casa de Bifanas. Eram 10.30 da manhã, parámos para beber café e comer um bolinho... Quando estávamos a degostar o nosso pastel de nta saiu uma fornada de bifanas para todas as mesas (e o café estava cheio)...às 10.30 da manhã. Percebi que era uma tradição qualquer dali, realmente tinham bom aspecto, fininhas...mas não chegámos a provar. Da próxima vez que for para aqueles lados...bifana para o pequeno-almoço está garantido...

13.2.11

Pelo Alentejo verdinho....

Castelo de Montemor-o-Novo

Cromeleque de Almendres@krasiva

Montemor-o-Novo@krasiva

Universidade de Évora@krasiva

11.2.11

Évora

Estamos a pensar ir passar amanhã o dia a Évora, para mudarmos de ares.
Algumas sugestões de visita. Lembro-me que já visitei a capelas dos Ossos, o centro,etc. ... Preciso de dicas para o roteiro.

7.2.11

Ride my bicycle...

As tardes deste fim de semana foram dedicadas ao "desporto". Já mais instalada na casa nova...já começámos a explorar a zona e a dar uso à bicicleta...pena só termos uma para dois. Assim, descobrimos que de bicicleta é apenas 10 minutos até à Expo (é a descer...para cima demoramos muito mais tempo). Mas já tinha saudades de apanhar sol e andar de bike. Só é pena tanta gente junto ao rio... há alturas que é muito difícil conseguir andar de bicicleta sem atropelar ninguém.
No entanto vou tentar fazer isto todas as semanas...que o meu corpo há-de agradecer. Talvez só o rabo é que não agradeça...porque está deveras dorido graças ao selim desconfortável. 

29.12.10

Balanço do ano #2

Se andei lá por fora, também andei cá por dentro…mas por cá a minha memória, como futura utente das consultas de Alzheimer, já me falha.
Sei que tive na zona de Mirandela, a passear pela linha de comboios, juntos ao rio Tua. Uma paisagem magnifica.

Andei também pelo litoral alentejano, pela Zambujeira, uns dias no Verão.




(continua...)

17.9.10

Fim de tarde...




Como é bom sair do trabalho e ir espairecer, apanhar sol e ar. Ontem fui com o Jeitoso ao Clube Ferroviário de Lisboa. Imaginem o cenário: final de tarde, pôr-do-sol, terraço/esplanada no cimo do prédio com vista para o rio Tejo, com a estação de comboios de Santa Apolónia logo ali por baixo, que também tem uma certa piada, música de fundo (a decorrer ensaio de concerto da noite). Este é mesmo um antigo clube dos trabalhadores ferroviários, agora remodelado, embora com o mesmo ambiente: troféus do clube, vitrinas com objectos antigos, mobiliário antigo…mas de referir principalmente que os bancos da esplanada são de velhos comboios. Quando chegámos ainda estava pouca gente mas quando saímos, cerca das 19.30 já estava cheio de pessoal que vai ali acabar o final do dia (o clube também é bar/disco e fica aberto até altas horas, também costuma ter muitos concertos).

A seguir fomos ao Jantar Popular do GAIA, agora nos Anjos. É um jantar comunitário vegano e livre de transgénicos que se realiza às quintas-feiras.É uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários, em que as receitas revertem para as actividades do Centro Social do GAIA, ligado às questões de ambientais e sociais. Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga - o preço são 3 euros. Para além disso há sempre debates interessantes ou passagem de filmes.

Assim fui dormir às 2h… levantei às 7h e hoje soa-me que dia vai correr devagar (mas valeu a pena). Eu sem as minhas 8horas de sono não sou ninguém.

14.9.10

Quatro dias, cinco continentes, um bairro de Lisboa...


Entre 16 a 19 de Setembro decorre no Martim Moniz o  Festival TODOS – Caminhada de Culturas. 

Esta iniciativa visa sobretudo promover a divulgação dos hábitos e costumes dos países de origem daqueles que fizeram do Martim Moniz o local mais multicultural de Lisboa, com um comércio próprio, sons, cheiros e sabores reunidos num espaço único em Lisboa.

Além das mercearias e lojas com artigos dos países dos proprietários, que convidam os visitantes a entrar na sua cultura, os quatro dias do evento serão uma verdadeira mostra de artes. Vai haver teatro, cinema, circo cigano, dança, fotografia, concertos de fado, músicas dos Balcãs e de Bollywood, sonoridades da China e do continente africano.

Podemos aprender mandarim, punjab/hindi, crioulo ou ucraniano, ensinado por crianças ou aprender a cozinhar com famílias da China, Índia, Ucrânia, Brasil e São Tomé.

O programa encontra-se disponível em: todoscaminhadadeculturas.blogspot.com

Eu vou....