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22.2.14

Demasiado bonito para não ser partilhado...


"Cordas" (Cuerdas) é uma curta- metragem espanhola que ganhou o Goya em
2014. O filme foi inspirado nos filhos do seu criador, Pedro Solís, que
tem uma filha apaixonada pelo irmão com paralisia cerebral. Uma história
comovente e encantadora!



29.12.12

Pinga amor...




Anteontem, fui ao Jumbo do Dolce Vita Tejo trocar um livro repetido que me deram no Natal. Quando andava à procura de outro livro, a ler os resumos das contracapas, encontrei um "Pinga amor".
 Já tinha ouvido falado deles mas nunca pensei que ia encontrar um.

Segundo o blogue Pinga Amor por aí, "a ideia é soltar um sorriso nos locais mais inesperados e banais. Deixar um coração por aí para que alguém o encontre e o leve consigo. Aquecer a alma dum desconhecido, ajudar o próximo, encher o coração com a ajuda do destino."

Nem a propósito este pinga amor estava escondido num livro com o título: "Nada é por acaso", e se calhar não é mesmo ;).


Pelo menos, alegrou o meu dia encontrar algo fofinho e inesperado no meio de um centro comercial,  é verdadeiramente delicioso e inspirador.


Este pingo tinha ainda a frase:
“Para crescer, tem de estar disposto a deixar que o seu presente e futuro sejam totalmente diferentes do seu passado. A sua história não é o seu destino.” Alan Cohen




21.5.12

A pressão social é algo tramado...

Vou dizer isto pela milésima vez neste últimos 3 dias e informar, desde já, toda a gente...porque assim escusam de me voltar a perguntar, que eu já não tenho mais piadas para dizer e ainda me canso e parto para a violência.

Não, não me vou casar. 




Vou viver em pecado até ao fim dos meus dias. Sim, já sei que tenho idade mas não quero. Vou chamar namorado toda a vida ao meu jeitoso...e nunca marido. Não vou usar aliança. Vou viver junto sem assinar nenhum papel porque não vejo a diferença que esse papel possa fazer.
Mas, se por acaso, mudar de ideias ( o crescimento é mesmo assim, tudo pode acontecer), aviso desde já a quem me chateou este fim de semana no casamento da minha prima... vocês não estão convidados!!!
(agora deve estar tudo a dar saltos de alegria...para não terem de dar "fogaça")
Se houver casamento, sou só eu e o meu jeitoso numa ilha paradisíaca qualquer ...depois mando fotos a informar.


E só mais um aviso...a pressão social é uma coisa muito feia...controlem-se e não tentem impingir as vossas crenças aos outros... a diversidade traz mais riqueza ao mundo...



PS- só um esclarecimento...eu sou romântica...só detesto coisas muito formatadas e previsíveis...e acho que o romantismo tem de ser pessoal e único.

7.5.12

Obrigada mãe

Com atraso mas aqui fica a minha homenagem às mamães:o trabalho mais difícil do mundo...mas pelo que dizem....o melhor ;)

13.2.12

Enamorada por Lisboa...

Entre 11 e 19 de fevereiro, decorre em Lisboa o programa "Enamorados por Lisboa" que oferece aos moradores da cidade novos pretextos para se enamorarem por Lisboa.

No sábado participei num "bike-paper" para 2, pela cidade, com diferentes check-points e diferentes provas. Diverti-me, conheci pessoas e fiquei a conhecer sítios que já tinham ouvido falar mas nunca tinha ido.
Lisboa é linda...e o amor também é lindo.







 






Ainda vão a tempo de participar no próximo sábado...

19.1.12

Amor burguês....

 "Havemos de engordar juntos.
Normalmente, toda a gente está demasiado preocupada em colocar a barra que diz "cliente seguinte", estão ansiosos, nervosos, têm medo que aquele que está à frente lhes leve os iogurtes, têm medo de pagar o fiambre daquele que está atrás. Enquanto não marcam essa divisão, não descansam. Depois, não descansam também, inventam outras maneiras de distrair-se. É por isso que poucos chegam a aperceber-se de que a verdadeira imagem do amor acontece na caixa do supermercado, naqueles minutos em que um está a pôr as compras no tapete rolante e, na outra ponta, o outro está a guardá-las nos sacos.

As canções e os poemas ignoram isto. Repetem campos, montanhas, praias, falésias, jardins, love, love, love, mas esse momento específico, na caixa do supermercado, tão justo e tão certo, é ignorado ostensivamente por todos os cantores e poetas românticos do mundo. Bem sei que há a crueza das lâmpadas fluorescentes, há o barulho das caixas registadoras, pim-pim-pim, há o barulho das moedas a caírem nas gavetas de plástico, há a musiquinha e os altifalantes: responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12, responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12; mas tudo isso, à volta, num plano secundário, só deveria servir para elevar mais ainda a grandeza nuclear desse momento.

É muito fácil confundir o banal com o precioso quando surgem simultâneos e quase sobrepostos. Essa é uma das mil razões que confirma a necessidade da experiência. Viver é muito diferente de ver viver. Ou seja, quando se está ao longe e se vê um casal na caixa do supermercado a dividir tarefas, há a possibilidade de se ser snob, crítico literário; quando se é parte desse casal, essa possibilidade não existe. Pelas mãos passam-nos as compras que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que imaginámos durante essa escolha: quando estivermos a jantar, a tomar o pequeno-almoço, quando estivermos a pôr roupa suja na máquina, quando a outra pessoa estiver a lavar os dentes ou quando estivermos a lavar os dentes juntos, reflectidos pelo mesmo espelho, com a boca cheia de pasta de dentes, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivéssemos uma deficiência na fala.

Ter alguém que saiba o pin do nosso cartão multibanco é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo para o nosso ritmo pessoal. É incompreensível que ninguém a cante.

As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.

Havemos de engordar juntos.

Estas situações de amor tornam-se claras, quase evidentes, depois de serem perdidas. Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é atravessar sozinho os corredores do supermercado: um pão, um pacote de leite, uma embalagem de comida para aquecer no micro-ondas. Não é preciso carro ou cesto, não se justifica, carregam-se as compras nos braços. Depois, como não há vontade de voltar para a casa onde ninguém espera, procura-se durante muito tempo qualquer coisa que não se sabe o que é. Pelo caminho, vai-se comprando e chega-se à fila da caixa a equilibrar uma torre de formas aleatórias.

Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é estar sozinho no sofá a mudar constantemente de canal, a ver cenas soltas de séries e filmes e, logo a seguir, a mudar de canal por não ter com quem comentá-las. Ou, pior ainda, é andar ao frio, atravessar a chuva, apenas porque se quer fugir daquele sofá.

E os amigos, quando sabem, não se surpreendem. Reagem como se soubessem desde sempre que tudo ia acabar assim. Ofendem a nossa memória.

Nós acreditávamos.

Havemos de engordar juntos, esse era o nosso sonho. Há alguns anos, depois de perder um sonho assim, pensaria que me restava continuar magro. Agora, neste tempo, acredito que me resta engordar sozinho."
 
José Luís Peixoto, in revista Visão (Janeiro, 2012) e aqui

Este texto é mesmo muito bom, tinha de partilhar...

16.1.12

Crianças rejeitadas duplamente....

Ontem vi uma reportagem da TVI que me deixou algo perturbada, sobre a devolução de crianças adoptadas à Segurança Social. Como se devolve uma criança ou adolescente depois de se começar o processo de adopção e de se integrar na família...Pode não haver adaptação, empatia...mas também não devolvemos os filhos biológicos, as ligações constroem-se aos poucos. À partida são crianças que já passaram por muito, já foram abandonadas, maltratadas... e quem se candidata tem de ter essa noção...os meninos não são todos perfeitos, carinhosos, concentrados...como os filhos que se idealizam...
Vou tentar ir ali para um canto pensar mais um bocadinho sobre isto para ver se consigo perceber o ponto de vista destas tentativas de pais...

7.7.11

best marriage proposal ever...

Vi este video do blog Casarei e tive de partilhar. O Flash Mob dos pedidos de casamento...muito bom.
No inicio receei mas depois é sacar do lenço de papel e ir por aí fora...e sempre a melhorar.  


14.2.11

Romantismo...


"No mínimo romantismo é espontaneidade e unicidade, e fazer o que toda a gente faz, no dia que toda a gente faz, e dar o que toda a gente dá...não é espontâneo nem único..logo não é romântico."

11.2.11

monte intransponível...


"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece." Clarice Lispector

26.1.11

Definição de amor ...


 
"O amor não é um hábito, um compromisso ou uma dívida. Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas, o amor é indefinições. Ame e não pergunte muito. Apenas ame."
Paulo Coelho

30.12.10

Balanço do ano #3


O meu mano casou-se e assim a família aumentou, finalmente. Agora fico à espera de um sobrinho urgentemente. Já fiz o pedido mas soa-me que não vou ter sorte tão depressa. A nível amoroso, a minha relação consolidou-se e andou para a frente. Em relação aos meus amigos, só tive pena que a minha melhor amiga tivesse surtos da sua doença crónica mas de resto correu bem. 
Passo importante: comprei casa. É antiga, não é muito grande, não tem bons acabamentos mas é a que consigo pagar sozinha com o meu salário e sem fiadores. Pensei que já lá estaria a viver por esta altura mas por este andar só no fim de Janeiro. Isto não estava planeado no início de 2010 mas dadas as circunstâncias da minha vida de arrendatária foi uma das alternativas possíveis.
A nível profissional continua igual…tinha desejado mudar de emprego mas não consegui outro com melhores condições que este. Já sei que tenho de “agradecer a Deus” ter este mas há alturas que já não suporto isto.  Mas dado que a minha chefe passou metade do ano em licença de maternidade, foi um ano profissional sereno e tranquilo. Fui co-autora de um livro que foi uma tortura fazer, que vem desde 2009, finalmente acabado e apresentado, e espero não repetir a experiência nestes termos. Acabei o 1º ano do mestrado, ou seja, fiquei com a pós-graduação mas depois como comprei a casa, não me inscrevi para o 2ºano. Também porque ainda não estou preparada psicologicamente para fazer uma nova tese…a de licenciatura já foi uma tortura.

22.12.10

Solsticio de inverno...the love


Como já referi num post anterior, por aqui festejam-se as estações do ano, nos solstícios e nos equinócios. Esta noite foi o solsticio de inverno e fez precisamente esta noite 2 anos que conheci o meu namorado. É esta a data oficial para comemorações por aqui.



Em diferentes culturas e tempos, o solstício de inverno era muito festejado e foram essas comemorações pagãs que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal (árvore de natal, fogueiras, oferendas...). O solstício de inverno é o menor dia do ano, é a partir de quando a duração do dia começa a crescer,  o que levou a  que simbolizasse o início da vitória da luz sobre a escuridão, e o início de um novo ciclo/ano.

19.10.10

Flirts profissionais...



Aqui o meu colega de gabinete anda a fazer joguinhos de sedução a uma colega da instituição. Pormenor: tem namorada. Não sei porque é que insiste em me fazer sua confidente porque não estou nada a gostar desta história. Estou sempre a puxar-lhe as orelhas mas acho que não ouve nada do que eu digo. Só sei que isto não vai dar bom resultado. A namorada descansadinha e ele aqui… só espero que o meu namorado não me faça destas coisas nas minhas costas.

24.9.10

Ciúmes...


Esta noite sonhei com a ex do Jeitoso...hum...não gostei. Ai meu Deus...isto soa-me a insegurança... O que é que o meu subconsciente me está a querer dizer?

22.9.10

Equinócio de Outono...



Hoje é o Equinócio de Outono. Acho uma certa piada ao paganismo e à ligação que têm com a natureza. A vida ainda é feita de ciclos. O equinócio de Outono é um período de equilíbrio em que a noite e o dia têm a mesma duração, é um período de recolhimento. Para mim as estações ainda têm um certo sentido, sinto-me diferente em cada uma delas. Na Primavera apetece-me passear e passear mas uma cena calma e relaxante, no Verão apanhar sol e divertir até mais não, no Outono vem assim uma época de reflexão, saudosista do Verão, em que me apetece-me ficar a ler nalgum cantinho, no Inverno apetece-me é hibernar no meu sofá a ver filmes. Por isso agora anda-me a apetecer ficar mais por casa.

Para além disso, conheci o Jeitoso no dia de um solstício de Inverno e a partir daí comecei a contar o tempo que estamos juntos pelas estações do ano. Sempre que começa uma estação lembro-me de nós… hoje é um desses dias… falta apenas uma estação para fazermos 2 anos que estamos juntos.  

21.9.10

Diz-me como dormes...


 


Li o artigo Posição que casal dorme diz sobre relação que, baseado na linguagem corporal, comunicacional e na semiótica simbólica, tenta demonstrar como se pode perceber o estado da relação com o parceiro através da forma como dormimos juntos.

1ª: Sinal de segurança e intimidade, e que ele rouba o meu espaço
2ª: Se um ocupa mais espaço que o outro, tem dificuldade em se abrir e costuma tomar as decisões
3ª: Casal sólido…não precisam provar amor ao outro (ou então briga…lol)
4ª: Posição comum no início do namoro, indica desejo de intimidade.
5ª: Boa comunicação, confiam um no outro e não têm medo de encarar os problemas de frente. Respeitam o espaço alheio e compartilham de forma igual o ambiente comum.

Eu e o Jeitoso vamos mudando de posição ao longo da noite, e costumamos passar por todas elas numa mesma noite… o que isso diz de nós? Seremos inconstantes ou instáveis?

7.9.10

O amor ....

Fragmento 112
"Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa. O onanista é objecto, mas, em exacta verdade, o onanista é a perfeita expressão lógica do amoroso. É o único que não disfarça nem se engana.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio acto em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois «amo-te» ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constitui a actividade da alma.
É de compreender que sobretudo nos cansamos. Viver é não pensar." SERÁ?
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego  

Um dos meus livros preferidos