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21.11.13
Junta médica surreal...
Estou de baixa há um mês porque grávidissima e sobrecarregada no trabalho não é uma boa combinação. Gravidez não é doença mas quando a ansiedade com os problemas do trabalho não nos deixam dormir a pensar como havemos de resolvê-los, nos provocam anemia, falta de ar e cansaço extremo é porque algo não está bem. Assim, a médica, mesmo sem eu pedir, olhou para a minha cara e achou que estava na altura de me enviar para casa para descansar.
Na 6ª feira, recebi uma carta para me apresentar na 4ªfeira na inspecção médica, com a identificação, relatório médico e exames. Comecei logo a stressar porque a médica não me deu nenhum relatório. Fui ao centro de saúde para ver se ela mo passava, reclamou e apenas escreveu : motivo de baixa - está de 39 semanas e tem um trabalho muito stressante.
Pensei, está a gozar comigo. Não escreve os sintomas, nem explica nada?!!! Achei logo que os inspectores iam implicar... sempre achei que inspecção que é inspecção implica com tudo.
Mas não... no dia em questão, entrei na sala e as 2 inspectoras começaram logo a rir ao verem-me entrar, a segurar a barriga de 39 semanas e 2 dias. Super bem dispostas... perguntaram-me se ia ter o bebé ali. Perguntaram-me o que fazia, a razão da baixa, gozaram mais um bocadinho comigo e mandaram-me ir à vida. Nem viram relatório, nem análises, nem nada. Não estive mais de 5 minutos.
Sei que os inspetores não sabem antecipadamente qual o motivo das baixas, que deve ser para garantir a confidencialidade entre médico e paciente mas se calhar deviam mudar um pouco o sistema... é que antes de mim entrou uma miúda que parecia saida da quimioterapia para ali.
É bom haver fiscalizações porque nunca percebi como é que algumas pessoas arranjam baixas sem estarem doentes... mas se calhar não sabia necessidade de chamarem certo tipo de doentes...mas é só uma ideia.
20.6.12
ai que dor...
Não sei se me doí mais o dente ou se a carteira. Acabo de gastar quase a totalidade do meu ordenado a arranjar 1 dente. Devia ter ido para dentista, a minha mãe bem insistia para ir para medicina... porque nunca lhe dou ouvidos?!!!
30.11.11
Os meus olhinhos...e as pessoas simpáticas
Demoro a fazer as coisas, mas depois dá-me um "vipe" e faço tudo de repente. Esta semana finalmente, depois de meses e meses a adiar, fui a uma consulta de oftalmologia. Foi a primeira vez com esta médica e adorei a senhora, e olhem que abomino médicos em geral. A senhora era fofíssima, preocupada porque me tinha deixado um bocadinho à espera, sem juízos de valor, sem comentários parvos do tipo já devia ter cá vindo. Eu a recriminar-me e ela sempre a desculpar-me... Perfeito era ela ser também psicóloga. Se fosse preciso voltava lá já hoje (nunca pensei dizer isto de um médico).
Só para fazer um ponto de situação a quer interessar ( só aos meus pais provavelmente) tenho mais miopia e mais estigmatismo.
Se seguida fui tratar dos óculos. Experimentei, experimentei, experimentei...mas depois pensei...estas hastes dos óculos actuais ainda estão boas, daqui a um ano tenho de voltar a mudar de lentes, mudo de armação nessa altura. As moças simpatiquíssimas mesmo, ajeitaram-me estes, ainda me explicaram as diferenças entre lentes, aconselharam-me as mais baratas (quase inédito), e ainda me mandam sms quando as lentes estiverem prontas (não tinham uma em stock). Aconselho vivamente a Fábrica Nacional de Óptica ali ao pé da Sé (Lisboa), a laborar desde 1935. Muito mais barato do que aí nas grandes cadeias de ópticas. Fazendo as contas, a última vez que comprei óculos numa dessas lojas ficaram o triplo do que me vão custar agora, 3 anos depois, com inflação e iva superior.
Adoro ser bem atendida.
Só para fazer um ponto de situação a quer interessar ( só aos meus pais provavelmente) tenho mais miopia e mais estigmatismo.
Se seguida fui tratar dos óculos. Experimentei, experimentei, experimentei...mas depois pensei...estas hastes dos óculos actuais ainda estão boas, daqui a um ano tenho de voltar a mudar de lentes, mudo de armação nessa altura. As moças simpatiquíssimas mesmo, ajeitaram-me estes, ainda me explicaram as diferenças entre lentes, aconselharam-me as mais baratas (quase inédito), e ainda me mandam sms quando as lentes estiverem prontas (não tinham uma em stock). Aconselho vivamente a Fábrica Nacional de Óptica ali ao pé da Sé (Lisboa), a laborar desde 1935. Muito mais barato do que aí nas grandes cadeias de ópticas. Fazendo as contas, a última vez que comprei óculos numa dessas lojas ficaram o triplo do que me vão custar agora, 3 anos depois, com inflação e iva superior.
Adoro ser bem atendida.
26.7.11
"Tenho esclerose múltipla mas não todos os dias"
A minha melhor amiga tem esclerose múltipla. (EM)
Esta é uma doença que surge 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos: ela descobriu quando tinha 25, há cerca de 5 anos atrás.
A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central. Como tem sintomas idênticos aos de outras patologias é difícil detectar a patologia.
Os sintomas que a minha amiga às vezes apresenta (existem outros):
- Uma fadiga extrema, está sempre cansada, o que, por vezes, se torna muito difícil para as pessoas em redor compreenderem, eu inclusive. Quando a convido para qualquer actividade fico sempre a pensar se não é demais para ela, se estou a insistir demais, se vai ficar frustrada por não ter energia para fazer alguma coisa. Ela também é um pouco mimada e às vezes é difícil saber o limite, se está só a fazer fita ou se não consegue mesmo, é preciso ajudá-la a não se resignar e a mexer-se um pouco.
- inflamação do nervo óptico. Quando tem surtos, durante uns dias queixa-se de visão turva, embaciada.
- Perda da força muscular nos braços e pernas, agora ainda ligeira mas que deverá aumentar com o tempo. Actualmente fica com partes do corpo dormentes...mas o maior receio, e com muitas probabilidades de acontecer, é de só se conseguir movimentar numa cadeira de rodas daqui a alguns anos.
- tendência para infecções urinárias
- depressão, que surge frequentemente como uma reacção contra o facto de ter de aprender a lidar com a doença…e por vezes não se ser capaz... o que é compreensível.
Todos estes efeitos afectam totalmente a vida de uma pessoa, e não é fácil conseguir lidar com eles. Tenho esperança, e com a ajuda da família e dos amigos, que com o tempo acabará por aprender a lidar com estes efeitos e a tentar compensá-los de outra forma, realizando coisas de que ainda é capaz e descobrindo novas capacidades… mas sei que fica sempre à espreita a frustração do que não se consegue fazer.
Apesar das grandes pesquisas efectuadas, ainda não se sabe quais são as causas da EM e também não se sabe a cura. No entanto, actualmente existem já conhecimentos sobre a forma de lidar com a EM em surtos e vai havendo tratamentos experimentais que retardam a doença.
Esta é uma doença que surge 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos: ela descobriu quando tinha 25, há cerca de 5 anos atrás.
A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central. Como tem sintomas idênticos aos de outras patologias é difícil detectar a patologia.
Os sintomas que a minha amiga às vezes apresenta (existem outros):
- Uma fadiga extrema, está sempre cansada, o que, por vezes, se torna muito difícil para as pessoas em redor compreenderem, eu inclusive. Quando a convido para qualquer actividade fico sempre a pensar se não é demais para ela, se estou a insistir demais, se vai ficar frustrada por não ter energia para fazer alguma coisa. Ela também é um pouco mimada e às vezes é difícil saber o limite, se está só a fazer fita ou se não consegue mesmo, é preciso ajudá-la a não se resignar e a mexer-se um pouco.
- inflamação do nervo óptico. Quando tem surtos, durante uns dias queixa-se de visão turva, embaciada.
- Perda da força muscular nos braços e pernas, agora ainda ligeira mas que deverá aumentar com o tempo. Actualmente fica com partes do corpo dormentes...mas o maior receio, e com muitas probabilidades de acontecer, é de só se conseguir movimentar numa cadeira de rodas daqui a alguns anos.
- tendência para infecções urinárias
- depressão, que surge frequentemente como uma reacção contra o facto de ter de aprender a lidar com a doença…e por vezes não se ser capaz... o que é compreensível.
Todos estes efeitos afectam totalmente a vida de uma pessoa, e não é fácil conseguir lidar com eles. Tenho esperança, e com a ajuda da família e dos amigos, que com o tempo acabará por aprender a lidar com estes efeitos e a tentar compensá-los de outra forma, realizando coisas de que ainda é capaz e descobrindo novas capacidades… mas sei que fica sempre à espreita a frustração do que não se consegue fazer.
Apesar das grandes pesquisas efectuadas, ainda não se sabe quais são as causas da EM e também não se sabe a cura. No entanto, actualmente existem já conhecimentos sobre a forma de lidar com a EM em surtos e vai havendo tratamentos experimentais que retardam a doença.
27.9.10
Anti-depressivos...
Parece que o governo vai tirar cerca de 32% de comparticipação dos anti-depressivos. No estado que o país anda, não era de aumentar a comparticipação para os 100%? Como isto está, breve só mesmo a toque de anti-depressivos para ter alguma reacção e uma ilusão de felicidade.
16.9.10
Loucos de Lisboa...
Hoje na paragem de autocarro um velhote sorriu muito para mim e estendeu a mão para me cumprimentar. Não o conhecia de lado nenhum... mas dada a insistência lá cumprimentei . Depois veio tocar-me no braço e a babar-se literalmente (…ai ai ai a minha vida...) e perguntar se eu ia no Autocarro 7. Disse que não, apesar de ser uma das possibilidades. …Mas já estava a ver a minha vida a andar para trás, que o senhor não me ia largar. Saí um pouco da paragem, pus os phones e a coisa acabou por aqui. No entanto, podia não ter acabado… Por um lado, tenho pena dos velhotes com perturbações mentais, por outro tenho algum receio. Enfim…
3.9.10
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| A DESINTEGRAÇÃO DA PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA de DALÍ |
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