11.9.15

Há dias assim...




 Há uns tempos estava a filosofar sobre a passagem dos dias e uma amiga falou-me de um livro infantil, que o filho tinha, que se chamava "Um livro para todos os dias".

Um dia destes encontrei-o numa livraria e fiquei rendida, teve de vir comigo para casa. E não, não é para a minha filha, é mesmo para mim.

É tão, tão simples mas tão terapêutico e delicioso, que ganhou um lugar permanente na minha mesa de cabeceira. Passou a ser a minha Bíblia, um balão de oxigénio para os dias difíceis.




 

"Há dias tão grandes que parecem um mês inteiro. Há dias que passam num abrir e fechar de olhos.

Há dias para esquecer. Há dias para lembrar.

Há dias simples. Há dias, meu Deus, que são uma confusão.

Há dias em que só pensamos no futuro. E dias em que temos saudades de quase tudo.

Há dias reais. Dias irreais. E dias surreais. (...)
Há dias e dias. E dias que não são dias.

Há dias que deviam durar para sempre.

Há dias que já lá vão. Há dias que nunca mais chegam.

Há dias em que contamos os dias para as férias. (...)"

9.9.15

O elefante que é um cão...







 Não consigo convencer a minha filha de quase dois anos, que o animal que aparece nesta imagem é um elefante.

Para ela é um cão e não há volta a dar.

 Já tentei de todas as maneiras...imagens, vídeos, canções, sons de animais, peluches e até já fomos ao Jardim Zoológico.

Rendo-me. Até eu já acredito que é mesmo um cão.



8.9.15

Momento de serviço público...para quem pensa viajar


Descobri há pouco tempo um site muito interessante ao nível da programação das viagens.




Em vez de andarmos a ver as viagens no Edreams ou nos diferentes sites das companhias áreas e depois no Booking para ver o alojamento, e andar a fazer continhas de tudo para ver quanto dá no total, e depois apanhar a desilusão de que afinal sai fora do orçamento, há um site que agrega tudo isso.

O Tripaya torna essa tarefa bem mais fácil. Basta colocar a origem, as datas de ida e volta, o tipo de viagem que pretende (praia, neve, romance, etc.) e, o ponto realmente diferenciador deste site, é que se coloca o valor máximo que se está disposto a pagar . Em poucos segundos, o site aponta no mapa os diferentes locais possíveis com o valor que temos.

Ainda não comprei efetivamente viagens neste site, por isso não sei se realmente na prática o serviço é bom, mas acho a ideia fantástica e de vez em quando vou lá dar uma vista de olhos.  Parece que "Bruges" é um bom destino para mim e eu nunca tinha pensado nisso.

Vantagem: é gratuito.

Inconveniente: é só para a Europa por enquanto.

Curiosidade: foi criado por quatro jovens portugueses.


7.9.15

Recomeçar...




Deve ser por ser início de setembro, sensação de novo ano, que vários blogues que costumava ler há anos ou meses atrás parece que ressuscitaram, tal como o meu. Bem-vindos de volta...espero que tenhamos todas energia para andarmos por cá mais uns tempos.

3.9.15

a espera mata...



Está-me a fazer espécie a demora que a UE está a ter para reunir e arranjar uma solução conjunta. Reunião só dia 14 de setembro, com as centenas de mortes por dia e os milhares de refugiados a chegar?

Será que não acham que é grave? Haverá assunto mais importante neste momento?

Depois os governos de cada país em vez de se organizarem, ficam à espera de diretrizes, tudo supermoroso.

O que vale ainda é que temos uma sociedade civil que é rápida a responder e se está a organizar. Abençoada. Têm todo o meu apoio, farei o que tiver ao meu alcance para ajudar.


2.9.15

Custa tanto voltar ao trabalhooooo...








Voltei ao trabalho a semana passada mas ontem tive de tirar o dia de férias. Hoje custou-me 1000 vezes mais voltar ao trabalho. Em agosto, como estava tudo calmo e quase toda a gente de férias foi um regresso tranquilo. No entanto hoje, não sei de é por ser início de setembro, uma espécie de início de “ano letivo” laboral que está a dar-me uma ansiedade enorme. 

Contudo, parece que é normal, disseram-me que até há tipo um “síndrome pós-férias”, em que os sintomas são insónia, irritabilidade, ansiedade, falta de concentração. Devo estar mesmo a sofrer deve síndrome.
Passei o ano todo a sonhar com as férias, fiz sacrifícios durante o ano a pensar que depois aproveitaria as férias em grande. Contudo, isso não aconteceu. Este ano as minhas não foram grande coisa, não fiz nada de diferente, não aprendi nada de novo (e pelo caminho a minha filhota ainda apanhou varicela), então fiquei com a sensação que não  foram férias mas mais um fim de semana prolongado…o que também não está ajudar neste regresso.

Só espero que esta sensação não dure muito tempo.

3.6.15

Amigos

Este poema é tão bonito que tenho de partilhar.


"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que
permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que
tivessem morrido todos os meus amores,
mas
enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ... 
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. 
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso
lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
 

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabemque estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. 
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
 

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não
tem noção de como me são necessários,
de como são
indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles
fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda
furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo
comigo, todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só
desconfiam - ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os."
 
Vinicius de Moraes