2.4.15

Março - ponto de situação



A falta de tempo e o cansaço têm-me impedido de vir aqui dar um ar da minha graça. No entanto, pelo menos tinha que vir fazer um breve resumo do mês de Março para memória futura.
Assim sendo e tentando cumprir alguns dos objetivos definidos no início do ano,

- Passear em família (e/ou amigos) ou a trabalho, quando dá para aproveitar um bocadinho:

Centro EVOA – Vila Franca de Xira – Lezíria do Tejo

Pic nic na Arrábida – Portinho da Arrábida

Minde

Sintra: Praia Grande, Cabo da Roca e Palácio da Vila
Azeitão: caves José Maria da Fonseca  e tortas (fui mesmo fã destas últimas)



- Leituras: Comecei 2 livros e não acabei nenhum e já os entreguei na biblioteca: O Retrato da Mãe de Hitler e Os Transparentes.

- Fazer voluntariado. Fui a umas reuniões da Associação de que faço parte e contribui com umas ideias, fui assinado contrato para nova sede.

- Investigar mais alguma coisa da minha árvore genealógica. Não investiguei parentes propriamente mas fui à terra da minha mãe e dos meus avós maternos (Casével)  e tirei fotos às casas onde viveram. 

-  Fazer mais elogios às pessoas de que gosto. Ando a tentar, fiz um workshop de liderança positiva e ando a ler um livro também sobre parentalidade positiva. Haja positividade!

-  Escreve no blog pelo menos uma vez por semana. NOT

- Rir e amar muito. SEMPRE

- Outros apontamentos: Filhota teve uma semana doente. Foi o Dia no Pai e no infantário tivemos direito a teatro de fantoches e a desenho de um peixe (e o seu processo artístico).

3.3.15

Fevereiro em imagens # 2

O que comi...

Queijadas de Sintra: descobri que a melhores são as da SAPA (perto dos Paços do Concelho de Sintra).




Panquecas americanas: Fui ao 50's no Parque das Nações...andava com desejo de comida americana... mas ainda não foi verdadeiramente satisfeito

Hamburguer de feijão preto: Não tirei foto mas era muito bom. Restaurante O Navio, na Praia de Santa Cruz

Hamburguer em bolo de caco: no mercado de fusão no Martim Moniz, um dos melhores hamburguer que tenho comido.

Pizza: na Cappriciosa em Cascais com vista para o mar :)

2.3.15

Fevereiro em imagens#1

Por onde andei...
Castelo de Palmela: uma agradável surpresa

Leiria: redescobri o centro histórico


Lisboa, Martim Moniz: O ano novo chinês, ou “Festa da Primavera”, a data mais importante para os chineses, foi festejado na Praça do Martim Moniz, no dia 21 de fevereiro. Muito giro, comunidade super organizada. Até me comovi com uma rapariga chinesa a cantar um fado da Mariza.

Quinta do Mocho, Loures: uma nova perspetiva de olhar os bairro sociais. Projeto de arte urbana "O Bairro i o Mundo"


Coimbra: Biblioteca Joanina. Muito bonita mas com um bilhete excessivamente caro, pelo preço devia pelo menos haver uma visita guiada.

Odemira: com uma breve paragem na Zambujeira e Vila Nova de Milfontes

25.2.15

Palavras que nos separam entre 100km


Adaptado do Dicionário Leiriense/Português, deixo aqui alguns vocábulos também usados mais abaixo de Leiria, que fazem parte do meu vocabulário mas que o meu esposo, alfacinha de gema, desconhece. Este post é dedicado intereiramente a ele, para conseguir decifrar o meu discurso.


"afiadeira: Afia? Apara-lápis? Aguça? Nada disso. Aquele objecto que devolve o bico aos lápis chama-se afiadeira.

cachaporra: Se vos oferecerem uma malha de cachaporra, não aceitem com um sorriso agradecido. Não é oferenda, é mesmo ameaça, porrada no lombo, pancada, bordoada, traulitada.

castiço: A frase “É um tipo castiço” pode significar que o indivíduo em questão é curioso, idiossincrático ou simplesmente um gajo porreiro.

papo-seco: É de um tipo de pão. Em Lisboa chamam-lhe carcaça, mas aqui é papo-seco.

patusca: Cloche? Mas o que raio é uma cloche? Aquele objecto vintage que faz as vezes de um forno, tipo nave espacial em miniatura com uma pega em cima? Isso, minha gente, chama-se patusca. 

sapatilhas: Leiriense que se preze não calça ténis, mas sim sapatilhas. Claro que viajando 100 quilómetros para sul, se nos lembrarmos de dizer tal coisa o mais certo é dispararem-nos logo o olhar mortífero número 3 (com direito ao rótulo imediato de provinciano), ou então pensarem que estamos a falar de sabrinas, daquelas que se usam no ballet ou nas aulas de ginástica.

variar (tás a): Expressão que, numa conversa, tem como objectivo constatar a aparente alteração momentânea/súbita da sanidade mental do interlocutor. Quando usada em tom interrogativo serve para invectivá-lo, como quem diz: ‘Tás doido ou quê?’. "


Se bem que tenho mais umas dezenas que posso acrescentar a estas, e que muitas vezes fico na dúvida se são fruto da minha imaginação ou fruto do contexto familiar, ou se existem em bom Português.

Alguém diz "arrapar ossos" ou "arrapar o tacho"?
"Arrufada" é pão de deus em Lisboa, certo?




24.2.15

Óscares ativistas



Como não só de vestidos vive a Humanidade, este ano os Óscares tiveram uma forte vertente ativista e foram vários os assuntos tratados:

- Igualdade de salários entre sexos - Patricia Arquette
- Privacidade e democracia - no âmbito do documentário sobre o Snowden
- Igualdade de direitos, discriminação - John Legend
- Imigração - Alejandro Gonzalez Inarritu
- Direitos sexuais, suicídio, direito à diferença.  - Graham Moore

O momento do Graham Moore foi o que mais me tocou, dado que relacionou a sua história com a o Turing (filme O jogo da Imitação), partilhando que se tentou suicidar aos 16 anos. Dedicou a sua vitória aos miudos que se sentem estranhos, diferentes dos outros, que não se encaixam em lado nenhum e acaba por
exortar todos a essa condição de "ser diferente".

Choca-me muito em pleno século XXI, no mundo ocidental, que todas estas questões sejam ainda pertinentes. Que ainda não se tenha chegado a um patamar civilizacional que garanta os direitos iguais para todos, ao mesmo tempo que se valoriza a diversidade. 

Como diz o Boaventura sousa Santos:
“Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. As pessoas querem ser iguais, mas querem respeitadas suas diferenças. Ou seja, querem participar, mas querem também que suas diferenças sejam reconhecidas e respeitadas.”




6.2.15

Biscoito da sorte



Ontem recebi um "fortune cookie", daqueles que vimos nos filmes e séries, e que passam a fazer parte do nosso imaginário "pop". Nunca tinha provado, é feito com farinha, açúcar e baunilha, e até é agradável. É típico dos restaurantes chineses dos EUA, não é típico na China

Dentro do bolo vem um papel, "a sorte", que pode ser uma citação, um conselho, uma profecia, números da sorte, etc.

O meu dizia:
"Uma nova amizade vai-te trazer felicidade".

Vamos ver!