Lisboa, Martim Moniz: O ano novo chinês, ou “Festa da Primavera”, a data mais importante para
os chineses, foi festejado na Praça do Martim Moniz, no dia 21
de fevereiro. Muito giro, comunidade super organizada. Até me comovi com uma rapariga chinesa a cantar um fado da Mariza.
Quinta do Mocho, Loures: uma nova perspetiva de olhar os bairro sociais. Projeto de arte urbana "O Bairro i o Mundo"
Coimbra: Biblioteca Joanina. Muito bonita mas com um bilhete excessivamente caro, pelo preço devia pelo menos haver uma visita guiada.
Odemira: com uma breve paragem na Zambujeira e Vila Nova de Milfontes
Adaptado do Dicionário Leiriense/Português, deixo aqui alguns vocábulos também usados mais abaixo de Leiria, que fazem parte do meu vocabulário mas que o meu esposo, alfacinha de gema, desconhece. Este post é dedicado intereiramente a ele, para conseguir decifrar o meu discurso.
"afiadeira: Afia? Apara-lápis? Aguça? Nada disso. Aquele objecto que devolve o bico aos lápis chama-se afiadeira.
cachaporra: Se vos oferecerem uma malha de cachaporra, não aceitem com um sorriso agradecido. Não é oferenda, é mesmo ameaça, porrada no lombo, pancada, bordoada, traulitada.
castiço: A frase “É um tipo
castiço” pode significar que o indivíduo em questão é curioso,
idiossincrático ou simplesmente um gajo porreiro. papo-seco: É de um tipo de pão. Em Lisboa chamam-lhe carcaça, mas aqui é papo-seco.
patusca: Cloche?Mas o que raio é uma cloche? Aquele
objecto vintage que faz as vezes de um forno, tipo nave espacial em
miniatura com uma pega em cima? Isso, minha gente, chama-se patusca. sapatilhas: Leiriense que se preze não calça ténis, mas sim
sapatilhas. Claro que viajando 100 quilómetros para sul, se nos
lembrarmos de dizer tal coisa o mais certo é dispararem-nos logo o olhar
mortífero número 3 (com direito ao rótulo imediato de provinciano), ou
então pensarem que estamos a falar de sabrinas, daquelas que se usam no
ballet ou nas aulas de ginástica.
variar (tás a): Expressão que, numa conversa, tem como
objectivo constatar a aparente alteração momentânea/súbita da sanidade
mental do interlocutor. Quando usada em tom interrogativo serve para
invectivá-lo, como quem diz: ‘Tás doido ou quê?’. "
Se bem que tenho mais umas dezenas que posso acrescentar a estas, e que muitas vezes fico na dúvida se são fruto da minha imaginação ou fruto do contexto familiar, ou se existem em bom Português.
Alguém diz "arrapar ossos" ou "arrapar o tacho"?
"Arrufada" é pão de deus em Lisboa, certo?
Como não só de vestidos vive a Humanidade, este ano os Óscares tiveram uma forte vertente ativista e foram vários os assuntos tratados:
- Igualdade de salários entre sexos - Patricia Arquette
- Privacidade e democracia - no âmbito do documentário sobre o Snowden
- Igualdade de direitos, discriminação - John Legend
- Imigração - Alejandro Gonzalez Inarritu
- Direitos sexuais, suicídio, direito à diferença. - Graham Moore
O momento do Graham Moore foi o que mais me tocou, dado que relacionou a sua história com a o Turing (filme O jogo da Imitação), partilhando que se tentou suicidar aos 16 anos. Dedicou a sua vitória aos miudos que se sentem estranhos, diferentes dos outros, que não se encaixam em lado nenhum e acaba por
exortar todos a essa condição de "ser diferente".
Choca-me muito em pleno século XXI, no mundo ocidental, que todas estas questões sejam ainda pertinentes. Que ainda não se tenha chegado a um patamar civilizacional que garanta os direitos iguais para todos, ao mesmo tempo que se valoriza a diversidade.
Como diz o Boaventura sousa Santos:
“Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos
inferioriza. Temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos
descaracteriza. As pessoas querem ser iguais, mas querem respeitadas
suas diferenças. Ou seja, querem participar, mas querem também que suas
diferenças sejam reconhecidas e respeitadas.”
Ontem recebi um "fortune cookie", daqueles que vimos nos filmes e séries, e que passam a fazer parte do nosso imaginário "pop". Nunca tinha provado, é feito com farinha, açúcar e baunilha, e até é agradável. É típico dos restaurantes chineses dos EUA, não é típico na China
Dentro do bolo vem um papel, "a sorte", que pode ser uma citação, um conselho, uma profecia, números da sorte, etc.
O meu dizia: "Uma nova amizade vai-te trazer felicidade".
Para não me esquecer dos meus objetivos para 2015, decidi fazer um balanço todos os meses. Pode ser que ganhe mais energia para agir, ao ver o tempo a passar. Para primeiro mês do ano até nem está muito mal.
Viajar para um país que ainda
não conheça (urgente)
Passear em família (1/mês) Fui a Minde, passeio no Parque das Nações, no jardim da Quinta das Conchas.
Ler 12 livros e tirar notas (1/mês) -Estou a acabar de ler "Galveias" do José Luís Peixoto, ainda não tirei nenhuma nota.
Ter uma manhã por mês só para
mim, sozinha (1/mês) - Consegui ter alguns finais de tardee 2 tardes inteiras
Fazer 3 jantares temáticos para
os amigos
Abrir um
livro de culinária aleatoriamente e fazer essas receitas (3)
Fazer voluntariado (1/mês) - Not
Doar sangue
Atividade cultural – teatro,
museu, música, cinema (1/mês) - Cinema Filme "O Jogo da Imitação"; Exposição "7 mil milhões de Outros"
Aula de cozinha no Cooking and Nature – Emotional
Hotel
SPA e noite em hotel a dois
Fazer check-up dentário (1/ano)
Investigar mais um pouco a
árvore genealógica
Fazer mais elogios às pessoas
que gosto (1/mês) - até fiz alguns a desconhecidos
Hidratar o cabelo (1/mês) - not
Dar roupa que não usei nos
últimos 2 anos - dei um saco
Escrever no blog todas as
semanas (52 posts/ano) - Em janeiro apenas 3, não deu um por semana.
Ir à Zumba ao sábado de manhã
(2x/mês) - NOT :(
Rir muito :)
Amar muito :)
Enfrentar algum
receio/insegurança
Sair da minha zona de conforto
(1)
Fazer lista de coisas giras que
já fiz na vida (1)
Decorar o quarto da minha filha - In progress: comprei um tapete, candeeiro, mesa, autocolantes
Fazer festa de aniversário da
filha ou decidir se faço uma celebração do seu nascimento
Ir escrevendo um Guia com ideias
para educação e atividades com filhota - Ando a escrever algumas ideias na agenda
Ir/fazer alguma atividade especifica
para filha (1/mês) - Tarde na Quinta Pedagógica dos Olivais, Ouvir a "Galinha Pintainha" uma data de vezes
Fazer mini filme com vídeos e fotos
da filha
Enviar CV para ver como está o
mercado
Fazer balanço da minha situação
profissional e tomar decisões
Fazer “flor” das minhas competências
Escrever o plano de negócios de
uma das minhas ideias (1) e avançar com ele - inscrevi-me num concurso de ideias
Mudar fornecedor de eletricidade e resolver pendências admnistrativas lá de casa
Poupar mais todos os meses (definir valor
concreto)
Mudar de carro -Feito
Imprimir 3 álbuns de fotografias (família, 1º ano
filha, viagens)
7 mil milhões de Outros é uma vídeo-exposição que está em exibição no Museu da Electricidade, em Lisboa, até ao próximo dia 8 de fevereiro.
Fui esta semana e adorei, foi das mais bonitas exposições que já vi porque é um retrato emotivo da humanidade, das nossas vidas, sonhos e pensamentos, daquilo que nos une apesar das diferenças culturais, sociais e económicas. Na verdade, é mais o que nos aproxima do que o nos separa.
Esta exposição convida, acima de tudo, à reflexão. Acabei por não ver os videos todos porque não tinha muito tempo mas apetecia mesmo era trazê-los para casa e ir vendo de vez em quando e ir tirando notas. E alguns estão mesmo disponíveis online: http://www.7billionothers.org/pt/thematic-voices
Foram filmadas 6.000 pessoas, em 84 países, que respoderam a 45 perguntas essenciais sobre a vida. De um pescador brasileiro a um sapateiro chinês, de um artista alemão a um agricultor afegão, todos responderam às mesmas perguntas sobre os seus medos, sonhos, problemas, esperanças: O que é que aprendeu com os seus pais? O que deseja transmitir aos seus filhos? Por que circunstâncias
difíceis já passou? O que é que o amor representa para si? Qual o sentido da vida?
A exposição está dividida por temas:
1.Família → 2. Primeiras lembranças →3. Sonhos de Infância → 4. Sonhos e Renúncias → 5. Desafios da vida → 6. Histórias de Amor → 7. Fazer o amor durar → 8. Lágrimas → 9. Medos → 10. Testemunhas do clima → 11. Pobreza → 12. Deus → 13. Raivas → 14. Perdoar → 15. Sentido da Vida →
16. Felicidade→17. Homens/Mulheres → 18. “Portugueses”.
Há coisas maravilhosas como:
- " A felicidade é ver crescer os meus pessegueiros e crescer com eles." - " O amor é como um ovo. Se o apertamos muito ele parte-se, e se o deixamos livre também, há que cuidar com um certo equilibrio" - " A família é ao mesmo tempo segurança e prisão"
E realidades tão agressivas como miúdas que foram obrigadas a casar aos 10, gente a passar fome e a trabalhar em lixeiras, e por aí fora. Mas depois há histórias de amor, de perdão, de amizade, de esperança.