5.3.13

Quem é que tu pensas que és?


Um dos programas televisivos que mais gosto actualmente, e que por acaso acho que hoje dá precisamente o último episódio- é o programa da RTP "Quem é que tu pensas que és".



Em cada episódio, uma personalidade diferente enceta uma intensa pesquisa sobre as suas origens e histórias familiares, com a construção e análise da sua árvore genealógica, que vamos acompanhando ao longo do programa. Simultaneamente vamos conhecendo a época em que viveram os antepassados destes "famosos" mas também recebendo pistas para conhecermos o nosso próprio passado.

Por exemplo, descobri que alguns arquivos distritais têm alguns documentos digitalizados e online (pena que não tenham os que preciso para investigar a minha própria família - Minde, Casével).

Sempre gostei deste tipo de coisas, histórias familiares e afins. No final do ano passado, devido ao lema deste blogue (escrever porque sou esquecida) resolvi começar a fazer um livro com a história da minha família. No Natal, andei a chatear os meus familiares para me darem dados, factos e mitos dos antepassados da família. Só é pena que não tenha começado há mais tempo, uma vez que a geração dos meus avós já morreu, e com ela morreram a maioria das histórias. 

Um dia, quando tiver tempo e dinheiro, vou procurar as certidões de nascimento, casamento e óbito. Entretanto vou insistindo com os vivos para me darem pormenores.

É muito giro perceber as épocas, os contextos, as profissões, as tragédias (ex: o meu tio-avô, casado, andava enrolado com a criada; quando ela quis acabar com o affair, matou-a e suicidou-se em seguida), os dramas (pela primeira vez ouvi falar numa trisavó que se chamava Martha, que teve um filho aos 25 anos, e depois voltou a engravidar aos 48 e aos 50 anos - que só por si é um feito -  mas que apenas por isso o filho primogénito cortou laços com a família), as alcunhas, as peculiaridades ( um trisavô, que tinha a alcunha de "Rimaleiro", usava samarra no Inverno mas também no Verão, dizia que guardava o frio e o calor), etc.

É bom ter asas...mas também é bom ter raízes, conhecer a nossa história, em que nossa identidade em parte se baseia. 


“Bendito aquele que consegue dar aos seus filhos asas e raízes”, diz um provérbio.

Precisamos das raízes: existe um lugar no mundo onde nascemos, aprendemos uma língua, descobrimos como nossos antepassados superavam seus problemas. Em um dado momento, passamos a ser responsáveis por este lugar.

Precisamos das asas. Elas nos mostram os horizontes sem fim da imaginação, nos levam até nossos sonhos, nos conduzem a lugares distantes. São as asas que nos permitem conhecer as raízes de nossos semelhantes, e aprender com eles.

Bendito quem tem asas e raízes; e pobre de quem tem apenas um dos dois." Paulo Coelho



12.2.13

Ter mundo...

Adoro escritores/blogguers e afins quando conseguem expressar as coisas que nos passam pela cabeça mas que, às vezes, não sabemos como comunicá-las.

"TER MUNDO
Ter mundo não é ter vivido no estrangeiro – sobretudo desprezando a cultura local e alimentando saudades de bacalhau. Ter mundo não é ter viajado muito – sobretudo para colocar alfinetes no mapa ou roubar toalhas do resort. Ter mundo não é falar línguas – sobretudo com uma imitação perfeita de um sotaque de classe ouvido numa série de TV, para grande risota dos nativos . Ter mundo não é ter um doutoramento – sobretudo sobre as enxadas dos camponeses do lago titicaca entre 1823 e 1888. Ter mundo não é defender uma grande causa, com grande desinteresse para com pessoas concretas. (...) Ter mundo não é estar a par das notícias – sobretudo se elas forem dominadas pela eleição de um papa, pela cara de tozé seguro, pela gravidez de uma pop star ou pelo juro da dívida. (...)

Tenho uma criança na minha vida que tem mais mundo quando diz “gosto de ti”, ao ver-me triste (ou alegre) do que todos os supostos mundanos que conheço. Ter mundo é apenas isto: conseguir, uma vez que seja (mas é melhor que seja muitas) pôr-se no lugar de um Outro. Aí começa a possibilidade do mundo. Sem isso fica-se desterrado na parvónia."


Ter mundo é pôr-se no lugar de um Outro... e infelizmente isto é tão raro...mas eu acho devia ser a essência da vida.
 
 

10.2.13

O milagre do vinagre...



Eu já sabia que o vinagre era bom como alternativa aos detergentes...mas não sabia que era tão bom. Andava a tentar limpar bolor das paredes com lixívia e esfregava e saía muito pouco. Uma amiga deu-me a dica de juntar, à lixívia, vinagre.... Só tenho a dizer que é espectacular, sai tudo quase sem esfregar. Onde é que eu tenho andando que não sabia uma coisa destas....

5.2.13

Dançar pelo fim da violência...



Este fim de semana foi intenso. Estive com 2 mulheres que foram vítimas de violência por parte dos seus companheiros. Contaram a sua história, o seu percurso, e deram a cara publicamente, de forma corajosa, para ajudarem outras mulheres e até para se ajudarem a elas próprias.

Uma é imigrante, não fala português, mal fala inglês mas conseguiu emocionar todas as mulheres da sala ao tentar relatar a sua história. Uma história muito dura que depois partilharei aqui. A outra ainda está a tentar ganhar coragem para partir o "ciclo perigoso" em que a sua vida entrou.

E por estas e outras milhares de histórias e de mulheres, no dia 14 de fevereiro vou participar no movimento global "ONE BILLION RISING". Em Lisboa, vamos dançar a música do movimento - "Break the Chain" (ver coreografia aqui), no Mercado de Fusão, no Martim Moniz, às 13h. Em Portugal vai acontecer também em Aljustrel, Viseu, Monte da Caparica e Lagoa, até agora.


Charlize Theron, Yoko Ono, Jessica Alba, Anne Hathaway, Donna Karan, Robert Redford, Jane Fonda e muitos outros já se juntaram ao movimento. Por isso não se inibem...e apareçam ;)

Evento no Facebook aqui


20.1.13

Dia 6 - Retribuir e dia 7 - EcoSabático (no impact experience)

Finalmente os últimos dias da "No impact experience". Troquei a ordem do dia 6 e 7 porque me dava mais jeito.


O dia 6 do projecto é dedicado à Retribuição, aos outros e à comunidade. Este dia, que para mim foi no domingo passado, foi dedicado ao trabalho da associação que faço parte, a tentar ter ideias para este ano, e conseguir a sua sustentabilidade. Dediquei o dia a passar para o papel um projeto a realizar lá mais para o final do ano, e que espero contribua para a auto-estima e reconhecimento público de algumas "heroínas " do dia-a-dia. Quando puder, depois conto mais pormenores....

Sempre estive ligada mais ao"social" do que ao "ambiental",e , para além de gostar de ser voluntária, é também nesta área que quero que o meu percurso profissional prossiga. No entanto, podia sempre contribuir mais, por exemplo, às vezes sou um bocado indiferente a quem pede esmola, aí não me costumo envolver muito, não gosto muito da ideia da "caridadezinha" mas mais da ideia de inclusão e solidariedade (ao contrário da Jonet...lol) e isso constrói-se com esforço e não num segundo. Acabo por contribuir mais com tempo do que com dinheiro.





Quanto ao dia 7, que para mim foi no sábado passado, seria o Eco-Sabático. Neste dia é suposto descansar, não consumir, desligar os electrodomésticos, passar tempo com a família e amigos, desligar de tudo e fazer a reflexão desta semana. 

Tentei não ligar o computador (é um vicio: ver os blogues e ir ao Facebook), fui ao cinema sozinha - que foi o meu momento comigo - e depois fui a casa de uma amiga, que recebeu a visita de outra amiga e do seu bebé, e acabei por passar a tarde e a noite com elas, a pôr a conversa em dia e a brincar com o R*. Foi realmente um sábado muito zen :)

Agora é melhorar pequenos hábitos no meu dia-a-dia, à semelhnça do que me esforcei para fazer esta semana.



16.1.13

Dia 6 - Água (no impact experience)

O 6º dia do projecto é dedicado ao tema da água.

Não tinha bem parado para pensar, que para além de usarmos água para tudo no nosso dia-a-dia (beber, lavar, cozinhar,...), esta também está presente na produção de muitas das coisas que compramos. Por isso, a somar à nossa ideia de poupança de água no nosso quotidiano, há ainda que somar os gastos indirectos.


Há pequenos hábitos que posso melhorar: colocar garrafa de plástico no autoclismo, aproveitar a água do banho enquanto esta aquece, fechar sempre a água enquanto lavo os dentes, etc...

Quanto falta a água é que lhe damos mesmo valor:



13.1.13

Dia 5 - Energia (no impact experience)




 
A energia é outro dos temas críticos neste projecto. Nas últimas décadas houve um boom no consumo energético, tudo funciona a electricidade, petróleo, baterias, gás, etc. A energia está cada vez mais cara.... e a sua produção tem um impacto muito elevado sobre o ambiente... por isso, há mesmo que reduzir.

Por aqui tentamos reduzir mas podiamos fazer mais: usamos lâmpadas economizadoras e led's, luzes acessas só quando são mesmo necessárias (dar dinheiro à EDP irrita-me particularmente), a temperatura da máquina da roupa anda pelo 30º/40º consoante o tipo de roupa, a máquina d e lavar loiça está sempre no programa BIO.

No entanto, se calhar usamos demasiadas vezes o forno (tenho de me lembrar de começar a apagá-lo antes da comida estar pronta e pôr mais vezes tampas nas panelas), devíamos estar mais atentos aos electrodomésticos em stand by da casa, no inverno usamos o aquecedor mais para tirar a humidade da casa (que por aqui é muita) do que para aquecer - para isso há roupa quentinha, cobertores e o fantástico saco de água quente -  e, à noite, costumamos ter 2 portáteis ligados e a televisão e nisso também devíamos reduzir.