12.2.13

Ter mundo...

Adoro escritores/blogguers e afins quando conseguem expressar as coisas que nos passam pela cabeça mas que, às vezes, não sabemos como comunicá-las.

"TER MUNDO
Ter mundo não é ter vivido no estrangeiro – sobretudo desprezando a cultura local e alimentando saudades de bacalhau. Ter mundo não é ter viajado muito – sobretudo para colocar alfinetes no mapa ou roubar toalhas do resort. Ter mundo não é falar línguas – sobretudo com uma imitação perfeita de um sotaque de classe ouvido numa série de TV, para grande risota dos nativos . Ter mundo não é ter um doutoramento – sobretudo sobre as enxadas dos camponeses do lago titicaca entre 1823 e 1888. Ter mundo não é defender uma grande causa, com grande desinteresse para com pessoas concretas. (...) Ter mundo não é estar a par das notícias – sobretudo se elas forem dominadas pela eleição de um papa, pela cara de tozé seguro, pela gravidez de uma pop star ou pelo juro da dívida. (...)

Tenho uma criança na minha vida que tem mais mundo quando diz “gosto de ti”, ao ver-me triste (ou alegre) do que todos os supostos mundanos que conheço. Ter mundo é apenas isto: conseguir, uma vez que seja (mas é melhor que seja muitas) pôr-se no lugar de um Outro. Aí começa a possibilidade do mundo. Sem isso fica-se desterrado na parvónia."


Ter mundo é pôr-se no lugar de um Outro... e infelizmente isto é tão raro...mas eu acho devia ser a essência da vida.
 
 

10.2.13

O milagre do vinagre...



Eu já sabia que o vinagre era bom como alternativa aos detergentes...mas não sabia que era tão bom. Andava a tentar limpar bolor das paredes com lixívia e esfregava e saía muito pouco. Uma amiga deu-me a dica de juntar, à lixívia, vinagre.... Só tenho a dizer que é espectacular, sai tudo quase sem esfregar. Onde é que eu tenho andando que não sabia uma coisa destas....

5.2.13

Dançar pelo fim da violência...



Este fim de semana foi intenso. Estive com 2 mulheres que foram vítimas de violência por parte dos seus companheiros. Contaram a sua história, o seu percurso, e deram a cara publicamente, de forma corajosa, para ajudarem outras mulheres e até para se ajudarem a elas próprias.

Uma é imigrante, não fala português, mal fala inglês mas conseguiu emocionar todas as mulheres da sala ao tentar relatar a sua história. Uma história muito dura que depois partilharei aqui. A outra ainda está a tentar ganhar coragem para partir o "ciclo perigoso" em que a sua vida entrou.

E por estas e outras milhares de histórias e de mulheres, no dia 14 de fevereiro vou participar no movimento global "ONE BILLION RISING". Em Lisboa, vamos dançar a música do movimento - "Break the Chain" (ver coreografia aqui), no Mercado de Fusão, no Martim Moniz, às 13h. Em Portugal vai acontecer também em Aljustrel, Viseu, Monte da Caparica e Lagoa, até agora.


Charlize Theron, Yoko Ono, Jessica Alba, Anne Hathaway, Donna Karan, Robert Redford, Jane Fonda e muitos outros já se juntaram ao movimento. Por isso não se inibem...e apareçam ;)

Evento no Facebook aqui


20.1.13

Dia 6 - Retribuir e dia 7 - EcoSabático (no impact experience)

Finalmente os últimos dias da "No impact experience". Troquei a ordem do dia 6 e 7 porque me dava mais jeito.


O dia 6 do projecto é dedicado à Retribuição, aos outros e à comunidade. Este dia, que para mim foi no domingo passado, foi dedicado ao trabalho da associação que faço parte, a tentar ter ideias para este ano, e conseguir a sua sustentabilidade. Dediquei o dia a passar para o papel um projeto a realizar lá mais para o final do ano, e que espero contribua para a auto-estima e reconhecimento público de algumas "heroínas " do dia-a-dia. Quando puder, depois conto mais pormenores....

Sempre estive ligada mais ao"social" do que ao "ambiental",e , para além de gostar de ser voluntária, é também nesta área que quero que o meu percurso profissional prossiga. No entanto, podia sempre contribuir mais, por exemplo, às vezes sou um bocado indiferente a quem pede esmola, aí não me costumo envolver muito, não gosto muito da ideia da "caridadezinha" mas mais da ideia de inclusão e solidariedade (ao contrário da Jonet...lol) e isso constrói-se com esforço e não num segundo. Acabo por contribuir mais com tempo do que com dinheiro.





Quanto ao dia 7, que para mim foi no sábado passado, seria o Eco-Sabático. Neste dia é suposto descansar, não consumir, desligar os electrodomésticos, passar tempo com a família e amigos, desligar de tudo e fazer a reflexão desta semana. 

Tentei não ligar o computador (é um vicio: ver os blogues e ir ao Facebook), fui ao cinema sozinha - que foi o meu momento comigo - e depois fui a casa de uma amiga, que recebeu a visita de outra amiga e do seu bebé, e acabei por passar a tarde e a noite com elas, a pôr a conversa em dia e a brincar com o R*. Foi realmente um sábado muito zen :)

Agora é melhorar pequenos hábitos no meu dia-a-dia, à semelhnça do que me esforcei para fazer esta semana.



16.1.13

Dia 6 - Água (no impact experience)

O 6º dia do projecto é dedicado ao tema da água.

Não tinha bem parado para pensar, que para além de usarmos água para tudo no nosso dia-a-dia (beber, lavar, cozinhar,...), esta também está presente na produção de muitas das coisas que compramos. Por isso, a somar à nossa ideia de poupança de água no nosso quotidiano, há ainda que somar os gastos indirectos.


Há pequenos hábitos que posso melhorar: colocar garrafa de plástico no autoclismo, aproveitar a água do banho enquanto esta aquece, fechar sempre a água enquanto lavo os dentes, etc...

Quanto falta a água é que lhe damos mesmo valor:



13.1.13

Dia 5 - Energia (no impact experience)




 
A energia é outro dos temas críticos neste projecto. Nas últimas décadas houve um boom no consumo energético, tudo funciona a electricidade, petróleo, baterias, gás, etc. A energia está cada vez mais cara.... e a sua produção tem um impacto muito elevado sobre o ambiente... por isso, há mesmo que reduzir.

Por aqui tentamos reduzir mas podiamos fazer mais: usamos lâmpadas economizadoras e led's, luzes acessas só quando são mesmo necessárias (dar dinheiro à EDP irrita-me particularmente), a temperatura da máquina da roupa anda pelo 30º/40º consoante o tipo de roupa, a máquina d e lavar loiça está sempre no programa BIO.

No entanto, se calhar usamos demasiadas vezes o forno (tenho de me lembrar de começar a apagá-lo antes da comida estar pronta e pôr mais vezes tampas nas panelas), devíamos estar mais atentos aos electrodomésticos em stand by da casa, no inverno usamos o aquecedor mais para tirar a humidade da casa (que por aqui é muita) do que para aquecer - para isso há roupa quentinha, cobertores e o fantástico saco de água quente -  e, à noite, costumamos ter 2 portáteis ligados e a televisão e nisso também devíamos reduzir.

Dia 4 - Alimentação (no impact experience)

Neste projecto, acho que o tema da alimentação é um dos mais difíceis de se controlar e que exige um maior esforço.

A ideia é pegar na lista do que comemos ontem e calcular o nosso impacto ambiental: comemos algo que cresceu num raio de 400km? Que quantidade de carne inorgânica e produtos lácteos consumimos?
Para o futuro, devemos escolher cinco coisas de ontem que não foram produzidas no sítio onde vivemos e tentar mudá-las para coisas locais. Tentar ser vegetariana, comer localmente, com produtos biológicos ou simplesmente reduzir a quantidade de carne que consumimos.

O que comi:
pão com manteiga e fiambre  (pão comprado no mercado, produzido localmente - a farinha não sei de onde veio -, manteiga dos açores e fiambre de um porco português, mas não sei de onde ele era)
descafeinado (era da Delta, mas não sei de onde veio o café)

bacalhau com legumes (o bacalhau deve ter vindo da Noruega mas pelo menos os legumes foram comprados a produtores na feira e vindos do quintal dos meus sogros, em nenhum dos casos devem ser biológicos)
Azeite (bio...produzido pelos pais... :)

pão com doce de abóbora (doce feito por uma colega de trabalho, com abóbora do seu quintal...bio e local portanto)

arroz de espinafres com bife de peru ( não sei de onde veio o arroz e o peru, esperamos que pelos menos sejam portugueses)

tangerina (do mercado local)

banana (estas devem ter vindo de longe, mas não há bananas locais e por aqui somos mesmo fãs)
chocolate (também não sei de onde veio...mas soa-me que de longe)



Primeiro, só saber a origem da comida é algo muito difícil...o que compro no supermercado não sei de onde vem... pelo menos tento comprar produtos portugueses (por está indicado nas placas ou código de barras) mas saber se foi produzido localmente é quase impossivel. Vou tentar comprar mais em mercados, um dia hei-de ir aos bio, e nas lojas locais.

Ando para comprar um daqueles cabazes biológicos de legumes, vindos directamente do produtor, mas ainda não o fiz. Combinei com uma amiga começarmos a comprar, a dividir pelas duas casas... Podem ver mais informações através do site PROVE.
 
Normalmente os produtos bio são caros, principalmente de falarmos de carne. Nunca costumo comprar carne biológica mas vou pelo menos tentar diminuir o consumo de carne... até me assustei ao ler este post e perceber o impacto ambiental que tem a produção de carne.

Esta semana comprei seitan e granulado de soja para variar, vai ser a primeira vez que os vou cozinhar. Fica aqui prometido que, pela menos uma vez por semana, vamos fazer refeições vegetarianas.

Vou tentar também passar na Loja de Comércio Justo e aí comprar o chocolate e o café...  que são pelo menos os produtos que vêm de mais longe e que assim garanto que produtores receberam o valor justo pelos seus produtos.