Momento alto da noite de ontem:
31.7.11
29.7.11
Suspense - parte II
Vou repetir o post de 12 de Julho.
"Os big boss foram todos para uma reunião para saberem o seu futuro e o do nosso instituto público... Dentro de momentos o que será que vai mudar? Será que virão novos boys para os jobs? Será que vamos ser fundidos com outros? Será que alguém vai ficar sem emprego?
A emissão segue dentro em breve...
PS - decisão adiada até ao final do mês, mas certeza de cortes e reestruturações...Ficamos a aguardar."
Chegou o final do mês...daqui a umas horas dou novidades, se as houver...
PS- BALANÇO: 3 que estavam destacados voltam à instituição de origem, 3 despedidos...os outros a aguardar...
28.7.11
Recordar é viver...
Hoje estive a falar com uma amiga da faculdade e deu-nos umas saudades dos tempos que tirámos a licenciatura no ISCTE.
Claro que cada um acha que a sua universidade é especial e única porque foi lá que viveu momentos inesquecíveis…mas o ISCTE é mesmo especial….lol.
Em que universidade lisboeta há uma diversidade cultural-social tão grande? Como as outras estão divididas em faculdades, as tribos em cada uma ficam mais uniformes. No ISCTE não, é tudo ao molhe, há os freaks-dreads-hippies de Antropologia e Sociologia, há os betos de Gestão e Economia, há os jeitosos-criativos de Arquitectura, há os geeks e nerds de Informática… e claro, que há a imensa população que não se encaixa em nenhum destes meus estereótipos.
No entanto, sempre achei que os Iscterianos tinham todos em comum um certo gosto pela liberdade e pela descontracção, tudo muito boa onda…Onde mais houve uma planta de cannabis no pátio? E as festas? As festas do ISCTE eram as melhores naquele tempo.
Fiz lá a licenciatura, frequentei uma pós-graduação que acabei por desistir (não sei onde tinha a cabeça quando me fui inscrever em estatística), foi onde frequentei posteriormente aulas de russo…(depois traí o ISCTE e fui para a FCSH fazer a pós-graduação/mestrado em Migrações). Foi no ISCTE que encontrei as minhas amigas para a vida, que ganhei espírito crítico, que comecei a acreditar que se lutarmos até conseguimos mudar um bocadinho o sistema, e tantas outras coisas que aprendi…se formos a ver bem, as teorias sociológicas e afins foi o menos importante.
As vantagens de ser introvertido
Sempre fui introvertida, é um dos pilares da minha personalidade. Não escolhi ser assim mas realmente é a minha essência. Durante anos detestei este meu traço porque as pessoas chateavam-me muito a cabeça e faziam-me sentir mal. Quem é Intro já ouviu milhares de vezes “não fales tanto”, que aí é que o pessoal fica calado… a frustração de não ter uma reposta rápida, na ponta da língua , e o teu cérebro ficar em branco…embora passado um tempo depois te venha à cabeça a resposta perfeita.
Há uns anos atrás li “ As vantagens de ser introvertido” de Marti Olsen Laney e fez-se luz na minha cabeça, descobri que era uma introvertida normal e isso trouxe-me o maior dos alívios.
O paradigma actual da sociedade ocidental é o da extroversão, há 3 extrovertidos para 1 introvertido, o mundo capitalista valoriza a extroversão, a agitação, o barulho, …por isso é normal que os Intros se sintam um pouco fora de água.
A introversão é, na sua raiz, um tipo de temperamento ( até a nível cerebral, extro e intros têm diferenças, a nível do caminho dos circuitos por onde passam as mensagens ). Não é a mesma coisa que a timidez, não é algo que se possa alterar, mas pode-se aprender a lidar com ela.
A característica mais distinta dos Intros é a sua fonte de energia: os Intros retiram a sua energia do seu mundo interno de ideias, emoções e impressões. Pelo contrário, os extrovertidos são estimulados pelo mundo exterior (actividades, pessoas, ..): por exemplo, ficam com mais energia quando falam com as outras pessoas.
Os Intros detestam conversa de chacha, mas se tiver em causa um assunto que dominam vão falar até mais não. Os Intros não falam só por falar, por isso são vistos normalmente como distantes e misteriosos, o que por vezes é também confundido com antipatia.
Muitos Intros não sentem que sabem o suficiente acerca de um determinado assunto até saberem quase tudo. Isto acontece por 3 razões:
1º - Conseguem imaginar a vastidão de qualquer tema;
2º - Já tiveram a experiência do seu cérebro paralisado e em branco e aí tentam preparar-se em excesso;
3º - Como não falam frequentemente daquilo que estão a pensar, não recebem nenhum feedback que os ajude a obter uma perspectiva concreta sobre o que sabem realmente.
Optam por fazer tudo com os seus próprios recursos, por sua própria iniciativa e à sua maneira. Muitas pessoas preferem passar o tempo sozinhas, trabalham melhor de forma independente do que em grupo, e gostam de celebrar os seus anos com os amigos mais próximos e não com grandes grupos. Por isso, tendem a ser classificados como egoístas e individualistas, o que pode não ser verdade. A autora diz que os introvertidos tendem a ser joviais, determinados, bons ouvintes, pensadores criativos e com muito conhecimento sobre si mesmos. “Os introvertidos têm a mente aberta. Eles expressam-se melhor pela escrita do que oralmente”
Marti Laney recomenda que os introvertidos recuperem sua energia física tirando folgas ou passando algum tempo sozinhos para eliminar os estímulos extras e não serem dominados ou sentirem a necessidade de mudar a própria personalidade. No seu livro dá montes de dicas para se tirar vantagem da introversão, em diferentes áreas da vida. Recomendo a sua leitura tanto a intros como a extros, para se compreenderem melhor mutuamente.
27.7.11
compras literárias...
Não posso ir à FNAC que me desgraço.
Hoje foi "Diários de Motocicleta" do Che Guevara... para alimentar o meu sonho de ir percorrer a América Latina...
e "O apocalipse dos trabalhadores" de Valter Hugo Mãe. A semana passada li uma entrevista dele numa revista e vi um excerto também na televisão e pareceu-me uma pessoa muito interessante, fiquei curiosa para conhecer a escrita dele...depois dou feedback.
Hoje foi "Diários de Motocicleta" do Che Guevara... para alimentar o meu sonho de ir percorrer a América Latina...
e "O apocalipse dos trabalhadores" de Valter Hugo Mãe. A semana passada li uma entrevista dele numa revista e vi um excerto também na televisão e pareceu-me uma pessoa muito interessante, fiquei curiosa para conhecer a escrita dele...depois dou feedback.
26.7.11
"Tenho esclerose múltipla mas não todos os dias"
A minha melhor amiga tem esclerose múltipla. (EM)
Esta é uma doença que surge 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos: ela descobriu quando tinha 25, há cerca de 5 anos atrás.
A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central. Como tem sintomas idênticos aos de outras patologias é difícil detectar a patologia.
Os sintomas que a minha amiga às vezes apresenta (existem outros):
- Uma fadiga extrema, está sempre cansada, o que, por vezes, se torna muito difícil para as pessoas em redor compreenderem, eu inclusive. Quando a convido para qualquer actividade fico sempre a pensar se não é demais para ela, se estou a insistir demais, se vai ficar frustrada por não ter energia para fazer alguma coisa. Ela também é um pouco mimada e às vezes é difícil saber o limite, se está só a fazer fita ou se não consegue mesmo, é preciso ajudá-la a não se resignar e a mexer-se um pouco.
- inflamação do nervo óptico. Quando tem surtos, durante uns dias queixa-se de visão turva, embaciada.
- Perda da força muscular nos braços e pernas, agora ainda ligeira mas que deverá aumentar com o tempo. Actualmente fica com partes do corpo dormentes...mas o maior receio, e com muitas probabilidades de acontecer, é de só se conseguir movimentar numa cadeira de rodas daqui a alguns anos.
- tendência para infecções urinárias
- depressão, que surge frequentemente como uma reacção contra o facto de ter de aprender a lidar com a doença…e por vezes não se ser capaz... o que é compreensível.
Todos estes efeitos afectam totalmente a vida de uma pessoa, e não é fácil conseguir lidar com eles. Tenho esperança, e com a ajuda da família e dos amigos, que com o tempo acabará por aprender a lidar com estes efeitos e a tentar compensá-los de outra forma, realizando coisas de que ainda é capaz e descobrindo novas capacidades… mas sei que fica sempre à espreita a frustração do que não se consegue fazer.
Apesar das grandes pesquisas efectuadas, ainda não se sabe quais são as causas da EM e também não se sabe a cura. No entanto, actualmente existem já conhecimentos sobre a forma de lidar com a EM em surtos e vai havendo tratamentos experimentais que retardam a doença.
Esta é uma doença que surge 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos: ela descobriu quando tinha 25, há cerca de 5 anos atrás.
A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central. Como tem sintomas idênticos aos de outras patologias é difícil detectar a patologia.
Os sintomas que a minha amiga às vezes apresenta (existem outros):
- Uma fadiga extrema, está sempre cansada, o que, por vezes, se torna muito difícil para as pessoas em redor compreenderem, eu inclusive. Quando a convido para qualquer actividade fico sempre a pensar se não é demais para ela, se estou a insistir demais, se vai ficar frustrada por não ter energia para fazer alguma coisa. Ela também é um pouco mimada e às vezes é difícil saber o limite, se está só a fazer fita ou se não consegue mesmo, é preciso ajudá-la a não se resignar e a mexer-se um pouco.
- inflamação do nervo óptico. Quando tem surtos, durante uns dias queixa-se de visão turva, embaciada.
- Perda da força muscular nos braços e pernas, agora ainda ligeira mas que deverá aumentar com o tempo. Actualmente fica com partes do corpo dormentes...mas o maior receio, e com muitas probabilidades de acontecer, é de só se conseguir movimentar numa cadeira de rodas daqui a alguns anos.
- tendência para infecções urinárias
- depressão, que surge frequentemente como uma reacção contra o facto de ter de aprender a lidar com a doença…e por vezes não se ser capaz... o que é compreensível.
Todos estes efeitos afectam totalmente a vida de uma pessoa, e não é fácil conseguir lidar com eles. Tenho esperança, e com a ajuda da família e dos amigos, que com o tempo acabará por aprender a lidar com estes efeitos e a tentar compensá-los de outra forma, realizando coisas de que ainda é capaz e descobrindo novas capacidades… mas sei que fica sempre à espreita a frustração do que não se consegue fazer.
Apesar das grandes pesquisas efectuadas, ainda não se sabe quais são as causas da EM e também não se sabe a cura. No entanto, actualmente existem já conhecimentos sobre a forma de lidar com a EM em surtos e vai havendo tratamentos experimentais que retardam a doença.
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