11.7.11

Verões de infância1 # Nazaré

Quando era miúda ia sempre para a Nazaré, era a praia mais próxima...e no fundo a praia de todos os ribatejanos.  

O que tinha de bom (ou de mau, depende da perspectiva) é que encontravas sempre alguém conhecido…toda a gente da minha terra ia para a Nazaré.
Por vezes, sabe bem praias com agitação à volta e a Nazaré tem isso. Lembro-me que na hora de almoço quando estávamos a fazer a digestão sempre podíamos ir dar uma volta e ver :

as lojas e barracas

as nazarenas (as melhores relações públicas no turismo)

(nunca esqueci o zimmer... única palavra ou quase que sei em alemão)

o peixe a secar ao sol ( quem comerá aquilo, humm.)

O sitio


Levantávamos de madrugada, o caminho ainda era longo e as estradas não eram as melhores. Nessa altura, eu e os carros não nos dávamos muito bem…e havia sempre ali uma parte da viagem em que havia enjoo e vomitanço. Acho que era particularmente numa zona de eucaliptos… esses que ainda hoje lhes detesto o cheiro.

Chegávamos ainda cedo…tipo antes das 9h… e o tempo na Nazaré era sempre imprevisível. Tinha para mim uma teoria que o tempo na Nazaré era o sempre contrário ao tempo que fazia na minha terra. Se em Minde estava sol quando saíamos de casa, era porque na Nazaré estava nublado e vice-versa.  

todas as fotos do blog Nazaré Imagens com palavras

Mas o que era mais significativo na Nazaré? O mar “bravio”. Muita água salgada bebi nessa altura, muito enrolanço nas ondas, na minha perspectiva gigantescas e ferozes. E a água…gelada! Apesar de andar lá enfiada, aquilo era uma experiência traumática às vezes…embora divertida na maior parte dos casos.

Hoje estou assim...

8.7.11

só um beijo, dear..


Estas coisas das "tias" darem só um beijo irrita-me profundamente e acho uma profunda falta de educação. É uma cena elitista, e numa coisa tão simples com um cumprimento, é demonstrado todo um fosso classista.  Dar a outra face e ficar ali pendurado...e aquele momento de desconforto seguinte...dá-me vontade é de lhes dar um estalo.

7.7.11

best marriage proposal ever...

Vi este video do blog Casarei e tive de partilhar. O Flash Mob dos pedidos de casamento...muito bom.
No inicio receei mas depois é sacar do lenço de papel e ir por aí fora...e sempre a melhorar.  


Privatize-se...




«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, ...privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»


José Saramago in Cadernos de Lanzarote

6.7.11

Kate Middleton vestida de acér

A Kate Middleton foi ao Canadá e vestiu-se a rigor tendo por mote a bandeira canadiana.



Tudo em branco e vermelho e com uma folha de acér na cabeça e também bordada no vestido.



Até achei que estava gira. Será que se ela um dia vier a Portugal poderemos vê-la em tons de vermelho e verde e com quinas ou esferas no chapéu? Vá, começa a inspirar-te.

4.7.11

Interrupções vs. Produtividade



No local de trabalho, um trabalhador regular é em média interrompido a cada 8 minutos, ou aproximadamente 7 vezes por hora o que significa 50 a 60 vezes por dia. A média de cada interrupção é de 5 minutos o que totaliza 4 horas ou 50% do dia de trabalho. 80% destas interrupções são classificadas como sendo de pouco valor ou desnecessárias, criando aproximadamente 3 horas de tempo perdido por dia.

Vi este estudo apresentado por um sociólogo num programa da SIC. Tenho a dizer que quem provoca mais interrupções ao meu trabalho é a minha chefe, diria aí por volta dos 80 %, ou seja, é ela que me dá cabo da produtividade. Nem sei se é de 8 em 8 minutos, nunca cronometrei, mas deve andar lá perto.