4.11.10

Agora comovi...


Tenho andado meio estressada com as cenas da casa (pinturas, moveis, janelas, etc., etc.) que nem ainda festejei bem...acho que sou quando estiver já lá a viver e estiver tudo bonitinho.
Quando assinei a escritura descobrimos, eu e o proprietário, que conhecíamos uma pessoa em comum - a prima dele e minha antiga colega de trabalho.

Hoje no Facebook fiquei muito feliz ao receber a seguinte mensagem:

"Constou-me que terias sido tu a comprar a casa dos O.... Verdade? Que coincidência! Fico mesmo feliz. Tenho a certeza que vais ser muito feliz nessa casa cheia de boa energia. Os meus avós J. e M.  eram pessoas excepcionais, cheias de sentido de humor, com um coração gigante. Na tua casa passei os melhores natais da minha vida. E brinquei muitas tardes no jardim da frente! Dá-me muito consolo imaginar que ela estará habitada por uma pessoa como tu. Um grande beijinho"

Achei mesmo boa onda...fiquei comovida... sabia que a minha futura casa tinha boa energia.

Os Donos de Portugal...


Gostava de dar uma vista de olhos neste livro...só para ficar um bocadinho mais deprimida...


“Descobrimos, sem surpresa, que Mello e Champallimaud são a mesma família, que também se cruzam com os Espírito Santo, com os Pinto Basto, com os Ulrich. As famílias da burguesia portuguesa são quase todas a mesma família”. 

“É uma oligarquia financeira fortíssima, protegida pelo Estado, apoiada pelo Estado, financiada pelo Estado, vivendo de rendas do Estado, uma grande família que tem dominado Portugal ao longo de 100 anos”

"A finança e o poder político são “irmãos gémeos” na constituição da riqueza".


E depois venham dizer que temos todos as mesmas oportunidades... não começamos todos do mesmo patamar!

Sectores económicos sem crise...


Ando a constatar que nos sectores de fabrico de cozinhas e de fabrico de portas e janelas não há crise. Demoram a vir fazer orçamentos, demoram a enviá-los, enrolam, adiam, alertam que vão demorar a fazer o trabalho, têm atitudes pouco profissionais... Só posso concluir que são sectores em alta. Se calhar vou mudar de ramo...

3.11.10

Terrakota...boa onda para final de tarde...

Intervalos no cinema...


Se há coisa que me irrita... é o intervalo no meio dos filmes quando vou ao cinema. Eu não como pipocas, vou à casa de banho antes de entrar para a sala... não consigo perceber porque é que nos últimos tempos há intervalos em todos os cinemas. Primeiro, perde-se tempo a olhar para nada, nessa altura estou meio hipnotizada e não me apetece falar sobre o filme ou outra coisa qualquer, fico ali a tentar que passe rápido, a contar os minutos.  Para mim quebra a experiência, pago e ainda tenho de levar com intervalos...eu gosto de ver o filme todo de seguida meus senhores, senão fico em casa e vejo na tv.

2.11.10

Finados...


Ando numa de revivalismo…mas esta altura é muito celebrada lá na terra… e como às vezes não consigo ir lá…fico a pensar nisto.
Na altura de Todos-os-Santos, é também o dia dos finados. Toda a gente na terrinha vai arranjar as campas no cemitério, pôr flores mais bonitas que o habitual e em maior quantidade, bem como velas. Na minha terra, não sei se é geral, no dia 2 há uma missa ao fim do dia em que no final se visita o cemitério…como no Inverno já é de noite, todas as campas estão iluminadas com velas.
Sempre achei piada ir ao cemitério à noite… e claro que está cheio de gente e cheio de velas, logo não tem nada de assustador, mas tem sempre aquela mística. Depois se tens mais que um morto na família, tens de andar de campa em campa durante as cerimónias porque não queremos cá gente falecida sozinha. Eu tenho de andar entre a campa do meu irmão, dos meus avós maternos (a mesma) e entre os meus avós paternos e tios (estas últimas são lado a lado, e sempre me facilitam a viagem).
Claro que as pessoas conseguem sempre deturpar a essência das coisas e em vez de relembrarem os familiares falecidos acabam por estar mais preocupadas com quem tem a campa mais bem arranjada…. tipo concurso…enfim…

1.11.10

Pão por Deus...



Recordações da terrinha…
Chegava o 1 de Novembro e lá íamos em grupos de miúdos de casa em casa pedir o “Pão por Deus”…versão portuguesa mais católica do “Trick-or-treating” americano. Quando não nos davam nada, não fazíamos travessuras, só rogávamos uma praga internamente.
Gostávamos era de receber dinheiro…pronto… doces também aceitávamos com um sorriso…mas depois havia quem desse nozes, bolos dos santos…castanhas…. 
Eu costumava levar dois sacos (como o da imagem), um pequeno para as moedas e outro grande para tudo o resto.
Gostávamos particularmente de ir aos poucos prédios que havia porque rendiam mais, no mesmo sítio era uma data de casas. Isto era tudo feito numa manhã…porque quando chegava a hora da missa tínhamos de dar por encerrada a recolha. Rendia mais quando passavas por casa de familiares ou amigos… Isto também fazia que no mesmo grupo nos dessem coisas/quantias diferentes… o que por um lado era injusto.
Chegava a uma certa idade e socialmente começávamos a ser censurados… no ano que começasses a ouvir – “ tu não és já muito grande para isto”, era o ano final, sabias que para o próximo já não devias ir.
Assim tínhamos um mealheiro, e gastávamos onde quiséssemos… não me lembro quanto rendia na altura… não devia ser muito, mas acho que dava para as nossas coisas.
Lembro-me de ter colegas de escola mais pobres e esses levavam mesmo a sério esse dia, faziam o máximo de casas possíveis…porque realmente a eles esse dinheiro fazia falta.
Bom dia de todos os santos (agora ficou a apetecer umas broas...)